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PF cumpre mandado e apreende armas de fogo em residência em Ponta Porã/MS

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Ponta Porã/MS. A Polícia Federal cumpriu, na tarde deste sábado (12/7), mandado de busca e apreensão em uma residência localizada em condomínio de alto padrão no município de Ponta Porã/MS, após o recebimento de informações indicando a realização de uma festividade no local com a presença de indivíduos supostamente ligados ao crime organizado, que estariam portando armas de fogo de forma irregular. Diante dos indícios, a Polícia Federal representou judicialmente pela expedição de mandado de busca e apreensão, o qual foi deferido pelo Poder Judiciário.

Durante os preparativos para o cumprimento da medida, foram identificadas movimentações suspeitas no entorno do imóvel. Um dos veículos que lá estavam tentou deixar o local e foi abordado nas proximidades, com seus ocupantes prestando informações contraditórias. Instantes depois, outro veículo deixou a residência com dois indivíduos, sendo interceptado na saída do condomínio. No interior do automóvel foram localizadas quatro armas de fogo, sendo três pistolas calibre 9mm e um fuzil calibre 5.56mm.

Diante da situação de flagrância e da constatação de que os ocupantes da casa haviam sido alertados da presença policial por um terceiro veículo que circulava na região, as equipes adentraram o imóvel, onde foram encontrados outros suspeitos e evidências de tentativa de destruição de provas.

Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã/MS para os procedimentos de praxe e averiguações quanto à origem, posse e eventuais registros das armas apreendidas. As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias do caso e a eventual vinculação dos envolvidos com organizações criminosas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul 

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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