Polícia Federal
PF cumpre mandado e apreende armas de fogo em residência em Ponta Porã/MS
Polícia Federal
Ponta Porã/MS. A Polícia Federal cumpriu, na tarde deste sábado (12/7), mandado de busca e apreensão em uma residência localizada em condomínio de alto padrão no município de Ponta Porã/MS, após o recebimento de informações indicando a realização de uma festividade no local com a presença de indivíduos supostamente ligados ao crime organizado, que estariam portando armas de fogo de forma irregular. Diante dos indícios, a Polícia Federal representou judicialmente pela expedição de mandado de busca e apreensão, o qual foi deferido pelo Poder Judiciário.
Durante os preparativos para o cumprimento da medida, foram identificadas movimentações suspeitas no entorno do imóvel. Um dos veículos que lá estavam tentou deixar o local e foi abordado nas proximidades, com seus ocupantes prestando informações contraditórias. Instantes depois, outro veículo deixou a residência com dois indivíduos, sendo interceptado na saída do condomínio. No interior do automóvel foram localizadas quatro armas de fogo, sendo três pistolas calibre 9mm e um fuzil calibre 5.56mm.
Diante da situação de flagrância e da constatação de que os ocupantes da casa haviam sido alertados da presença policial por um terceiro veículo que circulava na região, as equipes adentraram o imóvel, onde foram encontrados outros suspeitos e evidências de tentativa de destruição de provas.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã/MS para os procedimentos de praxe e averiguações quanto à origem, posse e eventuais registros das armas apreendidas. As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias do caso e a eventual vinculação dos envolvidos com organizações criminosas.
Comunicação Social da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Deputado prevê rápida aprovação de controle sanitário para suplementos alimentares
Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) disse acreditar em rápida aprovação de propostas que ampliam o controle sanitário e as punições para fraudes e publicidade enganosa em torno dos suplementos alimentares. Os três projetos de lei (PLs 5229/25, 5319/25 e 6000/25) foram recomendados pelo grupo de trabalho que ele coordenou na Câmara dos Deputados, já tiveram o regime de urgência aprovado e, portanto, estão prontos para votação no Plenário. Além de criminalização e aumento de multa diante de irregularidades, as propostas têm foco em segurança alimentar.
“É algo muito sério e eu acredito que, logo, a gente vai dar um remédio para proteger o consumidor brasileiro. Nós temos a grande chance de ter uma legislação moderna e de referência internacional, na medida em que nós procuramos enxergar todos os mercados mundiais que comercializam suplemento. A gente acha que, nos próximos dias, a gente terá essa legislação aprovada”, disse.
Banalização dos produos
A recente morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, em São Paulo, aumentou o alerta da sociedade em geral sobre a banalização do uso e do comércio de anabolizantes. O jovem falava abertamente desses produtos em suas redes sociais, com cerca de 1,7 milhão de seguidores. Ele recebeu uma das doses injetáveis diante das câmeras, nas redes de outro influenciador digital. Felipe Carreras mostra como as propostas enfrentam situações como essa.
“A gente pensa em uma proibição, uma multa, para a rede social que estiver possibilitando esse tipo de propagação indiscriminada, assim como as big techs que ofertam no Mercado Livre, no Amazon, na Shopee, esse tipo de produto. Pior do que a suplementação inadequada é a substância falsificada e isso está entrando no Brasil e sendo sugerido por esses digital influencers, que não têm nem formação médica.”
Entre 2000 e 2025, 63% dos processos analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram relacionados a suplementos, envolvendo uso de anabolizantes, manipulação do teor de proteínas e rótulos irregulares. Nas audiências públicas promovidas pelo grupo de trabalho, entre outubro do ano passado e março deste ano, técnicos da Anvisa relataram casos de suplemento ômega 3 feito apenas de óleo vegetal com aroma de peixe; whey protein e creatina à base de farinha com saborizante; e substâncias tóxicas do agronegócio em laboratório de suplemento alimentar.
Importância da legislação
O deputado argumentou que a regulamentação desse setor não pode ficar restrita apenas a resoluções da Anvisa, como acontece hoje.
“Não há uma lei nacional sobre isso. Há uma RDC, que é uma resolução de diretoria de colegiado da Anvisa. A gente teve recentemente uma marca forte de leite, com um lote em que tinha criança apresentando sintoma gastrointestinal. Foi retirado esse lote. Sabe qual foi a punição que essa empresa grande recebeu? Nada. Hoje foi noticiada a questão da água mineral, em que está sendo retirado esse lote porque tem uma bactéria. Talvez receba apenas uma punição administrativa”, reclamou.
Felipe Carreras deverá ser o relator das propostas de controle sanitário dos suplementos alimentares no Plenário da Câmara. O deputado lembrou que as audiências no grupo de trabalho ouviram todos os setores envolvidos, desde as empresas até médicos e nutrólogos.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Ana Chalub
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