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PF deflagra operação contra desmatamento ilegal em assentamento no oeste do Pará

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Santarém/PA. A Polícia Federal deflagrou, neste domingo (29/6), uma operação de combate ao desmatamento ilegal no Projeto de Assentamento Chapadão, situado na Gleba Federal Pacoval, zona rural do município de Santarém, no oeste do Pará. A ação resultou no flagrante de uma atividade criminosa de extração ilegal de madeira, com a apreensão de maquinário pesado, armas ambientais e a prisão de quatro indivíduos.

Durante a operação, os policiais federais localizaram e apreenderam um veículo do tipo Skidder — equipamento comumente utilizado para arraste de toras em áreas de exploração florestal — além de motosserras, toras de madeira extraída ilegalmente e um caminhão escondido na mata, já carregado com madeira serrada, evidenciando a atuação organizada dos infratores.

Os quatro indivíduos encontrados no local foram imediatamente detidos e conduzidos à sede da Delegacia de Polícia Federal de Santarém (DPF/SNM/PA), onde foram autuados em flagrante pelos crimes ambientais e demais ilícitos relacionados à extração e transporte ilegal de produtos florestais.

A operação integra os esforços contínuos da Polícia Federal no enfrentamento aos crimes ambientais que assolam a Amazônia Legal, especialmente aqueles relacionados ao uso indevido de terras públicas federais e à destruição de áreas protegidas, como os projetos de assentamento rural.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar os financiadores e os eventuais receptadores da madeira extraída ilegalmente.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santarém/PA

Fonte: Polícia Federal

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Comissão aprova diretrizes para diagnóstico precoce de autismo em crianças

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar ações para identificar sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças com idades entre 16 e 30 meses. O objetivo é garantir que essas crianças recebam avaliação de especialistas e acompanhamento adequado o mais cedo possível.

A proposta altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e prevê que a identificação precoce seja feita por meio de procedimento padronizado e validado pela comunidade científica.

Se os sinais de risco forem identificados, a criança deve ser encaminhada para avaliação diagnóstica por uma equipe multiprofissional especializada e ter acesso imediato ao cuidado necessário.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), para o Projeto de Lei 2063/25, do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO). Enquanto o projeto previa a criação de uma lei autônoma, o substitutivo inclui as novas diretrizes diretamente na política nacional.

Idade limite
Outra mudança passa a prever um limite de idade para a triagem obrigatória. “No Brasil, recomenda-se o rastreio de sinais de TEA entre 16 e 30 meses na atenção primária, como parte do acompanhamento do desenvolvimento infantil”, destacou a relatora.

A Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, desde a 7ª edição (2024), já inclui o teste M-CHAT-R, traduzido e validado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. “Trata-se de instrumento de triagem, não de diagnóstico definitivo”, destacou a relatora.

Equipe multiprofissional
O substitutivo também deixa claro que as ações devem considerar a saúde, o comportamento e o ambiente da criança e ser feitas por uma equipe multiprofissional.

Também estão previstas ações de capacitação para profissionais da saúde, educação e assistência social. Além disso, o texto inclui campanhas para informar a população sobre os sinais precoces do autismo.

O texto assegura ainda que os pais ou responsáveis recebam informações claras e participem de todas as decisões sobre o cuidado da criança.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

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