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Polícia Federal deflagra segunda fase de operação de combate ao tráfico de drogas na região de Jales/SP

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Jales/SP. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (7/11), a segunda fase da Operação Ponte de Bordeaux, com o objetivo de combater uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas na região de Jales, interior de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão em Votuporanga, Fernandópolis e Aparecida d’Oeste/SP. Os mandados foram expedidos pela Justiça Estadual de Votuporanga/SP.

A ação desta sexta-feira é um desdobramento das investigações que resultaram na primeira fase da Operação Ponte de Bordeaux, deflagrada em setembro deste ano. A partir da análise das apreensões realizadas anteriormente, foram identificados novos endereços relacionados a integrantes da organização criminosa.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que atuou de forma integrada com a Polícia Federal para o cumprimento dos mandados. Além dos policiais federais, participaram da ação equipes da Força Tática e do Canil do BAEP de São José do Rio Preto/SP. Durante o cumprimento dos mandados, com o auxílio do canil do BAEP/PM, foram encontrados entorpecentes em todos os endereços. Uma balança de precisão e outros objetos e documentos de interesse das investigações também foram apreendidos. Três pessoas, que já estavam presas temporariamente, também foram autuadas em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas.

Em Fernandópolis, durante as buscas, as equipes localizaram um cão em situação de maus-tratos, debilitado, com ferimentos e sem acesso a água e alimentação. A Polícia Ambiental foi acionada, juntamente com o Centro de Zoonoses. A situação de maus-tratos foi constatada, e os responsáveis foram multados em R$ 6 mil reais. Eles também estarão sujeitos ao crime de maus-tratos contra animais. O animal foi apreendido e resgatado pelo Centro de Zoonoses, onde receberá tratamento médico-veterinário.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os presos e o material apreendido foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Jales e permanecerão em presídios da região, à disposição da Justiça Estadual de Votuporanga/SP.

Setor de Comunicação Social
Polícia Federal em Jales/SP
(17) 3356-1200

Fonte: Polícia Federal

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Comissão aprova diretrizes para diagnóstico precoce de autismo em crianças

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a adotar ações para identificar sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças com idades entre 16 e 30 meses. O objetivo é garantir que essas crianças recebam avaliação de especialistas e acompanhamento adequado o mais cedo possível.

A proposta altera a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e prevê que a identificação precoce seja feita por meio de procedimento padronizado e validado pela comunidade científica.

Se os sinais de risco forem identificados, a criança deve ser encaminhada para avaliação diagnóstica por uma equipe multiprofissional especializada e ter acesso imediato ao cuidado necessário.

A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), para o Projeto de Lei 2063/25, do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO). Enquanto o projeto previa a criação de uma lei autônoma, o substitutivo inclui as novas diretrizes diretamente na política nacional.

Idade limite
Outra mudança passa a prever um limite de idade para a triagem obrigatória. “No Brasil, recomenda-se o rastreio de sinais de TEA entre 16 e 30 meses na atenção primária, como parte do acompanhamento do desenvolvimento infantil”, destacou a relatora.

A Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, desde a 7ª edição (2024), já inclui o teste M-CHAT-R, traduzido e validado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. “Trata-se de instrumento de triagem, não de diagnóstico definitivo”, destacou a relatora.

Equipe multiprofissional
O substitutivo também deixa claro que as ações devem considerar a saúde, o comportamento e o ambiente da criança e ser feitas por uma equipe multiprofissional.

Também estão previstas ações de capacitação para profissionais da saúde, educação e assistência social. Além disso, o texto inclui campanhas para informar a população sobre os sinais precoces do autismo.

O texto assegura ainda que os pais ou responsáveis recebam informações claras e participem de todas as decisões sobre o cuidado da criança.

Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

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