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Escola da Comunidade reúne até 120 moradores em atividades gratuitas no Jardim União

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lenine de Campos, no bairro Jardim União, reúne de 100 a 120 moradores por dia em atividades gratuitas de esporte e lazer oferecidas pelo programa Escola da Comunidade. Nesta terça-feira (15), crianças, jovens e adultos participaram da programação noturna, com opções de ginástica funcional, futsal e vôlei.

Desenvolvido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o programa utiliza os espaços das unidades municipais fora do horário das aulas. Na EMEB Lenine de Campos, as atividades são realizadas às terças, quintas e sábados e atendem pessoas com idades entre 5 e 60 anos.

“A escola pública é muito mais do que um espaço de ensino: ela também deve estar a serviço da comunidade. A melhor forma de cuidar do patrimônio público é garantir que ele cumpra sua finalidade, sendo utilizado e preservado pela população. Com o projeto Escola da Comunidade, queremos manter esses espaços vivos e integrados aos bairros, oferecendo atividades que promovam saúde, convivência, diversão e lazer para pessoas de todas as idades”, destacou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Mateus Silva Alves.

A programação começa às 18h, com a ginástica funcional voltada ao público feminino. Das 19h às 21h30, a quadra recebe as atividades de futsal e vôlei, que atendem cerca de 50 crianças e jovens dos públicos masculino e feminino. O funcionamento no período noturno também facilita a participação de trabalhadores e de pessoas que não conseguem praticar exercícios durante o dia.

Segundo o professor de Educação Física e instrutor do projeto, Janir Augusto de Aquiles Júnior, as atividades estimulam hábitos mais saudáveis e favorecem a convivência entre os moradores. “O principal benefício é a qualidade de vida. Temos alunas que relatam perda de peso, melhora da autoimagem e mais disposição. Além disso, o projeto movimenta a quadra e promove a integração entre os jovens e a comunidade”, afirmou.

O diretor da unidade, professor Elias Alves, também destaca a aproximação entre a escola e os moradores. “A abertura da escola fortaleceu a integração com a comunidade e ampliou a participação das famílias na vida escolar. Às terças, quintas e sábados, recebemos mães, pais, alunos e outros moradores em atividades esportivas, culturais e de lazer. Essa presença aproxima as famílias da escola, fortalece os vínculos e contribui para o desenvolvimento dos estudantes”, declarou.

A vigilante Camila Rosenberg procurou o projeto como uma alternativa para deixar o sedentarismo e pretende continuar frequentando as aulas. “Vi o anúncio e vim participar. Gostei muito das atividades. Às vezes, a pessoa não tem dinheiro para pagar uma academia, e aqui a atividade é gratuita e aberta à comunidade”, relatou.

Aluno do 9º ano do Ensino Fundamental, João Pedro de Santiago participou pela primeira vez e ressaltou a oportunidade de integração. “Muda bastante coisa, porque as pessoas que ficariam na rua têm a oportunidade de estar aqui aprendendo.”

Antônio Rafael Sampaio da Silva frequenta a unidade para jogar futebol e conviver com outros moradores. “A gente joga bola, se diverte e fica tranquilo, sem briga”, contou.

O autônomo Kaíke Pereira da Silva, de 24 anos, reforçou o vínculo criado entre os participantes. “Representa alegria para o pessoal da comunidade. Toda terça e quinta o pessoal está aqui jogando, na amizade. Vai criando uma família.”

Em Cuiabá, o Escola da Comunidade atende cerca de 2 mil pessoas e tem previsão de alcançar até 23 unidades escolares em 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Política nacional de conscientização e orientação sobre LAM agora é lei

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A Política Nacional de Conscientização e Orientação sobre a Linfangioleiomiomatose (LAM) foi sancionada pela Presidência da República. A Lei 15.505, de 2026, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) na terça-feira (15), prevê ações no Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença.

A LAM é uma doença rara que acomete principalmente mulheres jovens, entre a puberdade e a menopausa. Provoca a formação de cistos nos pulmões, o que pode levar à perda progressiva da capacidade respiratória. A doença pode ainda comprometer os rins e o sistema linfático. Estima-se que entre mil e 2 mil pessoas sejam afetadas pela LAM no Brasil.

A nova lei prevê ações para orientar profissionais de saúde sobre os sintomas e o diagnóstico da LAM, além da criação de centros de referência para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes. Também estabelece a implantação de um sistema nacional para coleta e processamento de dados sobre os casos de LAM e determina que o SUS garanta aos pacientes acesso aos meios disponíveis para tratamento e controle da doença.

Em agosto, a Comissão de Direitos Humanos (CDH), presidida por Damares, promoveu audiência pública sobre o tema. Segundo os participantes, o diagnóstico tardio e a dificuldade de acesso aos locais de tratamento estão entre os principais obstáculos enfrentados pelas pessoas com LAM.

A medida tem origem no PL 5.238/2025, apresentado pelo senador Alan Rick (Republicanos-AC) quando era deputado. No Senado, a proposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa, após receber parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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