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Flávio aparece como filiado ao Missão e PL não consegue registrar candidatura

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A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República pelo PL sofreu um revés inesperado nesta quinta-feira (13). O nome do senador apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao Missão, enquanto o registro também apontava sua desfiliação do Partido Liberal. A inconsistência impediu, até o momento, que a legenda concluísse o pedido de registro da chapa.

De acordo com uma certidão emitida pelo TSE, a alteração ocorreu na quarta-feira (12), quando Flávio teria deixado oficialmente o PL e passado a integrar o Missão. O histórico anterior apontava filiação ao PL desde novembro de 2021.

A situação surpreendeu a campanha porque Flávio havia planejado registrar sua candidatura justamente nesta quinta-feira, dois dias antes do encerramento do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Com a mudança cadastral, o procedimento não pôde ser concluído.

A equipe jurídica do senador agora tenta identificar a origem da alteração. Aliados trabalham com a possibilidade de uma adulteração indevida dos dados no sistema de filiação partidária e afirmam que a Polícia Federal poderá ser procurada para investigar uma eventual invasão. Até o momento, entretanto, não há confirmação oficial de ataque hacker.

O sistema do TSE registra as informações a partir dos lançamentos realizados pelos próprios partidos. Na certidão, a Justiça Eleitoral informa que os dados são de responsabilidade das legendas e têm apenas “presunção relativa de veracidade”.

A situação precisa ser resolvida rapidamente porque o prazo para o registro das candidaturas termina no sábado (15). Enquanto a inconsistência não for corrigida, Flávio permanece oficialmente identificado no sistema eleitoral como integrante do Missão, partido que já tem Renan Santos como candidato ao Planalto.

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Em relatório, IFI aponta que despesas do governo continuam crescendo

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O principal desafio atual do Brasil é fazer avançarem as políticas públicas de setores essenciais, como educação, saúde e segurança pública, e ao mesmo tempo ampliar os investimentos em infraestrutura e ciência e tecnologia, em um quadro de “extremo engessamento orçamentário”. A observação consta do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, publicado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) nesta quinta-feira (20).

O documento aponta que continuam crescendo “contínua e velozmente” as despesas do governo, tanto as obrigatórias quanto as “discricionárias rígidas”, aquelas que não são obrigatórias, mas que na prática o governo não pode cortar.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (20), o diretor da IFI, Alexandre Andrade, disse que o relatório aponta uma piora do déficit primário estrutural ao longo dos dois primeiros trimestres de 2026, basicamente por causa de uma pressão maior de despesas, apesar do crescimento da receita.

— Os números mostram que o cumprimento da meta fiscal de 2026 ficou um pouco mais folgado. Os números das avaliações bimestrais anteriores já mostravam que o governo conseguiria cumprir a meta fiscal. Isso ficou um pouco facilitado depois do choque do preço do petróleo, em razão do conflito no Irã, porque as receitas do governo aumentaram muito, principalmente em maio, junho e julho. Então, devem garantir um cumprimento com relativa folga — afirmou.

Andrade avaliou que, com um cenário de petróleo mais caro e receitas mais favoráveis, o governo deverá cumprir a meta do ano.  

— A questão maior que se coloca é para o ano que vem. Isso tende a se esgotar ao longo do tempo. As receitas não vão conseguir crescer indefinidamente nos próximos anos — previu.

“Horizonte desejável” 

A IFI, órgão vinculado ao Senado, estima um déficit estrutural de 1,4% do PIB até o segundo trimestre de 2026. A instituição reconhece no relatório que a equipe econômica vem se empenhando na gestão do cotidiano da execução orçamentária para melhorar os resultados fiscais. Destaca, no entanto, que o horizonte desejável para o futuro do país impõe um ajuste estrutural mais profundo e sustentável.

O estudo da IFI concentra a análise nos dados e informações do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) relativo ao terceiro bimestre de 2026. Esse documento embasa as projeções constantes do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027), a ser enviado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) até o próximo dia 31.

De acordo com a IFI, o quadro geral permanece inalterado, apesar de afetado por fatores específicos – aceleração do pagamento de emendas parlamentares em função da legislação eleitoral; queda das despesas com o Bolsa Família; e o aumento das receitas derivadas da alta dos preços do petróleo, a partir de maio, consequência do conflito no Oriente Médio.

O governo central produziu um déficit primário efetivo, nos sete primeiros meses do ano, de R$ 81,2 bilhões. Se, por um lado, a receita líquida registrou aumento significativo de 6,0%, acima da inflação, por outro as despesas subiram 6,3%, em termos reais, aponta o relatório. Tanto a IFI quanto o governo projetam um déficit primário efetivo em torno de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

O cumprimento formal da meta fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será alcançado após as deduções legais de despesas, que somam entre R$ 62,8 bilhões (governo) e R$ 69,8 bilhões (IFI), além do uso do intervalo de tolerância legalmente previsto. O centro da meta deste ano corresponde a um superávit primário de 0,25% do PIB, ou R$ 34,3 bilhões.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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