Saúde
Costa Verde recebe ação intensiva contra bolsões de lixo em Várzea Grande
Saúde
Equipes concentram esforços na remoção de grandes volumes de resíduos acumulados em áreas urbanas, uma medida essencial para evitar a proliferação de doenças, a presença de animais peçonhentos e os impactos negativos ao meio ambiente
A Prefeitura de Várzea Grande realiza nesta quinta-feira (2) mais uma edição do programa VG em Ação, com foco especial no bairro Costa Verde, que recebe uma força-tarefa voltada à retirada de bolsões de lixo. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, busca eliminar pontos críticos de descarte irregular, promovendo mais saúde pública e qualidade de vida para os moradores da região.
No Costa Verde, as equipes concentram esforços na remoção de grandes volumes de resíduos acumulados em áreas urbanas, uma medida essencial para evitar a proliferação de doenças, a presença de animais peçonhentos e os impactos negativos ao meio ambiente. A iniciativa também contribui diretamente para a melhoria do aspecto urbano e da segurança sanitária do bairro.
Além do Costa Verde, a operação se estende a diversas localidades do Município com serviços de varrição, limpeza geral, retirada de resíduos sólidos e entulhos, poda de árvores e pintura de meio-fio.
As equipes atuam ainda, nesta véspera de feriado, no bairro Santa Clara, nas imediações do posto de saúde e centro comunitário; no Cristo Rei, na região da rotatória do Senai e no Rincão; Ouro Verde; Ikarai, com atenção à praça; rotatória do VG Shopping; Parque Tanque do Fancho; bairro Imperador; distrito de Souza Lima, no cemitério; região central; bairro Alameda, no campo e na Orla; Chapéu do Sol; distrito de Passagem da Conceição; além do bairro 15 de Maio.
De acordo com o secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, a ação reforça o compromisso da gestão com o bem-estar da população. “A retirada desses bolsões de lixo é fundamental para preservar a saúde dos moradores e proteger o meio ambiente. Esse trabalho contínuo garante uma cidade mais limpa, organizada e segura, refletindo diretamente na qualidade de vida da nossa população”, destacou.
O VG em Ação integra um cronograma permanente da Prefeitura, que atende os bairros de forma estratégica, priorizando as demandas mais urgentes e promovendo melhorias concretas em toda a cidade.
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Saúde
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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