Cuiabá
Prefeito lança campanha “Cuiabá Sem Queimadas” com foco na fiscalização e repressão
Cuiabá
O prefeito Abilio Brunini destacou, nesta terça-feira (29), durante o lançamento da campanha “Cuiabá Sem Queimadas”, o decreto de tolerância zero para queimadas urbanas, válido durante todo o ano, e o início da fase de operações e responsabilização dos autores de crimes ambientais.
O evento de lançamento oficial da campanha, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, visa intensificar o combate às queimadas urbanas, especialmente no período de seca.
“Estabelecemos tolerância zero às queimadas no município de Cuiabá, não só durante esse período, mas ao longo de todo o ano. Aqueles que atearem fogo em território urbano sofrerão sanções severas, com multas ainda mais rígidas. No ano passado, as queimadas causaram crises respiratórias, afetaram o meio ambiente e chegaram até a atingir moradias. Isso não pode mais acontecer”, afirmou o prefeito.
O prefeito relembrou ocorrências graves registradas em 2023, como os incêndios no Morro da Luz e nas proximidades do abrigo Bom Jesus. Segundo ele, a administração municipal vem adotando medidas preventivas, como a limpeza regular nesses e em outros pontos considerados de risco.
“Pedimos o apoio da população para evitar que tragédias como essas voltem a se repetir. Não queremos que o Morro da Luz volte a pegar fogo como no ano passado. Não queremos que ocorra novamente um incêndio ao lado do abrigo Bom Jesus. Vamos ampliar nossas forças com a Atividade Delegada e estamos promovendo limpezas constantes, tanto no Morro da Luz quanto em outras áreas de maior risco”.
Segundo o secretário-adjunto especial de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges Ferreira, a campanha vai além da repressão e envolve uma grande força-tarefa de prevenção e conscientização, abrangendo áreas urbanas e rurais da capital. As ações contam com o apoio do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson, além de equipes da Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Ordem Pública, Meio Ambiente, Obras, Limpurb, e outros órgãos parceiros, como a Polícia Ambiental e Águas Cuiabá.
“Estamos atuando nos parques, áreas de preservação e locais de uso comum. Essa mobilização envolve diversas secretarias e mostra que ninguém combate as queimadas sozinho. Agradeço ainda ao Ministério Público e à equipe da Águas Cuiabá, que também estão envolvidos nesse esforço conjunto”, destacou o secretário.
O comandante do CRBM, tenente-coronel João Paulo Nunes de Queiroz, ressaltou o caráter educativo da campanha: “Além do combate direto, o projeto contempla ações preventivas e educativas. Nossos bombeiros estão visitando escolas municipais para conscientizar crianças e jovens sobre os riscos das queimadas urbanas. É preciso mudar a cultura, e isso começa pela educação”.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Câmara de Cuiabá aprova moção de repúdio contra indicação de Jorge Messias ao STF
Luciéder Luz | Assessoria do vereador Dilemário Alencar
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, durante a sessão desta quinta-feira (23), requerimento de autoria dos vereadores Dilemário Alencar (UB) e Rafael Ranalli (PL) de moção de repúdio à indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.
No requerimento, os parlamentares alegaram que, após parecer favorável emitido por Jorge Messias quando ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a ADPF 1141, na qual permitiu a situação de morte de três bebês por dia no Brasil, desde maio de 2024.
“Enquanto 33 mil famílias esperam na fila de adoção, essa triste realidade de matança de bebês indefesos vem ocorrendo porque o ex-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, assinou parecer jurídico que endossou o posicionamento do ministro relator Alexandre de Moraes na ADPF 1141, que permitiu o aborto de bebês durante os nove meses de gestação. Por isso, a Câmara de Cuiabá repudiou o nome de Jorge Messias, que foi indicado pelo presidente Lula, para o STF. Essa indicação não pode prosperar”, disse o vereador Dilemário.
A aprovação da ADPF 1141 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) é uma ação no STF que suspendeu a Resolução 2.378/24 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a qual proibia a assistolia fetal para interrupção de gravidez acima de 22 semanas decorrente de estupro.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) havia proibido a assistolia fetal em razão da crueldade do método. O CFM considerou o fato de que o bebê, no último trimestre da gestação, é um ser humano formado.
“O CFM alertou que o correto é fazer o parto e entregar o bebê para adoção, e não praticar o assassinato. Mas o STF derrubou a proibição estabelecida pela resolução do CFM, dizendo que a morte do bebê no ventre materno é um elemento indissociável do direito da mulher de abortar”, relatou o vereador Rafael Ranalli.
A assistolia fetal é um procedimento feito por meio de uma agulha que atravessa o ventre da mãe, guiada por um ultrassom, para perfurar o ponto central do coração do bebê. Sem anestesia, o bebê sente a agulha entrar. E a agulha injeta cloreto de potássio no coração do bebê para matá-lo. O bebê sente uma dor fortíssima, equiparada à dor provocada por infarto no adulto, antes de morrer.
A assistolia fetal foi liberada até o momento do parto. E o mais absurdo é que o ministro Alexandre de Moraes proibiu punições a médicos que realizarem o procedimento de assistolia fetal.
“Estão fazendo esse tipo de procedimento com bebês de 7, 8 e 9 meses de gestação. Bebês que já ouvem a voz da mãe, que colocam o dedinho na boca, que já sentem dor. É muita crueldade! O bebê pode tentar fugir da agulhada, se contorcer dentro do útero, mas não tem como escapar da picada mortal”, observou Dilemário.
“Eu jamais ficarei calado vendo esse tipo de atrocidade! E Jorge Messias, defensor de tamanha crueldade, pode se tornar ministro do STF, caso a indicação de seu nome seja aprovada pelos senadores. Isso não pode acontecer, pois quem defende a morte não pode decidir sobre a vida”, concluiu o vereador Dilemário Alencar.
A moção de repúdio será encaminhada pela Câmara Municipal para os três senadores de Mato Grosso e ao presidente do Senado Federal.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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