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Morre cartunista Jaguar, aos 93 anos, no Rio de Janeiro

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O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, mais conhecido como Jaguar, morreu neste domingo, no Rio de Janeiro, aos 93 anos. Ele estava internado no hospital Copa D’Or, na capital fluminense, por causa de uma pneumonia.

Nascido no Rio de Janeiro, Jaguar iniciou sua carreira na imprensa brasileira desenhando para a revista Manchete em 1952. O pseudônimo artístico foi sugestão do colega, também cartunista, Borjalo.

O Pasquim e rato Sig

Ele também deixou seu nome na história do jornalismo brasileiro ao fundar, em 1969, o jornal satírico O Pasquim, em plena ditadura militar, ao lado de outros cartunistas e jornalistas, como Tarso de Castro e Sérgio Cabral.

O impresso fazia grande oposição ao regime através de seus textos irreverentes e do trabalho dos cartunistas. Nesse período trabalhou com outras figuras ilustres como: Henfil, Millôr Fernandes, Ziraldo e Paulo Francis.

Em O Pasquim, Jaguar cria o rato Sig, uma alegoria ao fundador da psicanálise, Freud. O personagem aparece na capa e no começo das matérias, e é a mascote da publicação.


São Paulo- 24/08/2025 - Morre o cartunistas, Jaguar, de batismo Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Foto ABI
São Paulo- 24/08/2025 - Morre o cartunistas, Jaguar, de batismo Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Foto ABI

São Paulo- 24/08/2025 – Morre o cartunistas, Jaguar, de batismo Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Foto ABI – Foto ABI-Jaguar

Outros personagens

Além de Sig, Jaguar criou outros personagens, com destaque para Gastão, o vomitador; Boris, o homem tronco e o cartum Chopnics

Paralelamente ao trabalho de cartunista, ele trabalhou por 17 anos como escriturário no Banco do Brasil, emprego que abandonou em 1971.

Durante sua trajetória no desenho passou pela revista Senhor, o Jornal do Brasil, o Última Hora, e o jornal O Estado de São Paulo.

Jornalismo satírico

Em 1999 fez uma nova incursão pelo jornalismo satírico, publicando com Ziraldo e outros colegas do Pasquim a revista Bundas. Em 2000, lança o livro Ipanema – Se Não Me Falha a Memória, obra de memórias sobre o bairro de Ipanema, focando nos “anos gloriosos” das décadas de 1960 e 1970. 

Já em 2001 publicou o livro “Confesso que Bebi, Memórias de um Amnésico Alcoólico”, que conta suas experiências pessoais em bares cariocas, sua relação com a boemia e a culinária local.

Jaguar teve dois filhos, a escritora Flávia Savary e Pedro Jaguaribe, que faleceu em 1999; ambos com a poeta Olga Savary. Atualmente era casado com a médica Célia Regina Pierantoni.


Fonte: EBC Cultura

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Cidade paraibana faz homenagem a artistas do com “Parede da Fama”

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Se os Estados Unidos têm a Calçada da Fama, em Hollywood, na Califórnia, para celebrar seus artistas, o município de Cabaceiras, na Paraíba, conhecida como a “Roliúde Brasileira”, acaba de ganhar, não uma calçada, mas uma “Parede da Fama”.

A inauguração do espaço, que fica na Rua do Cinema e celebra os artistas e produções do audiovisual feitas na cidade em mais de 30 anos, aconteceu nesse fim de semana.  

Cabaceiras já serviu de cenário para mais de 70 produções do audiovisual brasileiros, entre novelas, séries e filmes.

O ator Bruno Garcia, que filmou “O Auto da Compadecida”, na cidade do Cariri paraibano no final dos anos 1990, foi um dos que gravou as mãos no “Paredão”. 

“Olha, eu tô super emocionado, depois de quase 30 anos, voltar a essa cidade que deu tantas alegrias ao povo brasileiro, não só a cidade. Realmente ter participado do Alto da Compadecida, primeiro como série de TV, da TV Globo, e logo depois transformada no longa-metragem mais querido do Brasil, e que ajudou a transformar essa cidade”, diz

Outro artista que deixou suas mãos no Paredão,  eternizando sua passagem pela cidade foi a atriz Dudha Moreira, que participou de outro sucesso produzido na cidade, a série do streaming “Cangaço Novo”. Ela se emocionou com a homenagem. 

“Sou paraibana, sou muito honrada em estar aqui. E ser a primeira mulher a colocar as mãos na parede. Só quero agradecer, eu não sabia o que eu ia fazer; colocar a minha mão aqui, foi surpresa pra mim. Muito obrigado por tudo. Agradeço a minha mãe, que foi a maior incentivadora de eu estar aqui hoje. Quando eu não podia nem pegar um ônibus pra ir pra faculdade porque eu não tinha dinheiro e a gente ia de carona e ela dizia assim, um dia você vai fazer o que você mais gosta, é ser artista”, diz.

Entre outras produções de sucesso gravadas em Cabaceiras estão os filmes “Cinema, Aspirina e Urubus”; “Auto da Compadecida 2”; as séries “Maria e o Cangaço” e “Onde Nascem os Fortes”; e a novela “Cordel Encantado”.

Cabaceiras possui pouco mais de 5 mil habitantes. Por estar inserida na região de Caatinga e por ter uma arquitetura típica das pequenas cidades do interior nordestino, ela foi aos poucos se tornando referência como cenário para a produção audiovisual brasileira.

Além da Parede da Fama e da Rua do Cinema, o município tem outros espaços turísticos que celebram sua vocação cinematográfica como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, cenário do O Auto da Compadecida e o Letreiro “Roliúde Nordestina” – a obra de 80 metros que imita o clássico letreiro de norte-americano, além do Memorial Cinematográfico que funciona na antiga cadeia pública, onde é possível conferir os roteiros originais, figurinos e fotos de bastidores de produções feitas na cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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