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BNDES avalia suspensão de dívidas e CMN endurece regras para o Proagro

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Produtores rurais receberam nesta semana duas sinalizações relevantes do campo econômico. A primeira veio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estuda suspender temporariamente a cobrança de dívidas de empresas exportadoras atingidas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida, conhecida como stand-still, foi mencionada pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, em encontro com prefeitos nesta quinta-feira (28).

Segundo Mercadante, a proposta deve se concentrar em complexos regionais de produtos perecíveis, como frutas, e pode funcionar até que as compras públicas previstas no Plano Brasil Soberano sejam efetivamente implantadas. A ideia repete experiência semelhante já adotada durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. “O tempo é fundamental na economia”, disse o presidente do BNDES, ao destacar que equipes do banco percorrerão os municípios mais afetados para detalhar linhas de crédito que somam R$ 40 bilhões.

No encontro, o prefeito de Petrolina (PE), Simão Durando, ressaltou a preocupação dos exportadores do Vale do São Francisco, que entre agosto e outubro embarcam em média 2,5 mil contêineres de manga e 700 de uva para os Estados Unidos. Ele pediu dilatação de prazos e acesso facilitado ao crédito para pequenos, médios e grandes produtores da região.

Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução 5.246, que fixa novos procedimentos para agentes financeiros que operam o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A norma determina que, em casos de operações contestadas judicialmente, os bancos deverão prestar informações ao Banco Central em formulário padronizado e dentro do prazo definido em notificação oficial. O objetivo, segundo o BC, é dar mais transparência e agilidade às disputas que envolvem o seguro agrícola federal.

As duas medidas — a possível suspensão de dívidas no BNDES e o reforço nas exigências sobre o Proagro — mostram que o setor agropecuário continua no centro da agenda econômica, especialmente em um momento de volatilidade nos mercados externos e de pressões sobre a competitividade do produtor brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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