Política
Diego Guimarães aponta “trauma” no trânsito de Cuiabá e defende reunião entre Poderes
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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou na quarta-feira (10), durante audiência pública no Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que o comércio está definhando devido aos transtornos causados por obras e à concorrência com lojas eletrônicas.
Na semana passada, Diego citou as obras relativas ao Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) e Complexo Viário do Jardim Leblon, como exemplo sobre os transtornos causados, pois ambas ocupam regiões da capital onde há alto trânsito veicular.
Para diminuir as demoras no tráfego, Diego sugeriu que o governo estadual autorize os servidores públicos a trabalharem com horários alternativos. A medida prevê, inclusive, desafogar o fluxo que conecta o Centro Político Administrativo, pois o conglomerado de órgãos dá acesso às importantes avenidas da capital.
“O cidadão fica até uma hora no trânsito. É tempo que ele está perdendo, sendo o bem mais precioso que temos e poderia ser dedicado à família, atividade física, igreja, leituras ou entretenimento para desestressar o cidadão. Lembrando que hoje o nosso comércio também definha devido à concorrência com o comércio eletrônico”, avaliou.
“Quando falamos ‘estou indo para casa’ começamos um novo estresse. Peço que construamos uma reunião com os chefes dos Poderes e instituições para sairmos com um plano de escalonamento dos horários e que os servidores possam entrar às 7, 8, 9 ou até 10 horas. Em alguns casos, caberia uma redução da carga horária de 8 para 6 horas para aqueles que procuram o serviço público se programarem e irem em busca dos serviços em outros horários”, acrescentou.
Além disso, o deputado disse que Cuiabá carrega um “trauma” causado pelas obras em 2014, quando sediou uma etapa da Copa e os transtornos causaram a falência de comércios. Ele, então, solicitou que a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) aprimore o contato com a população para informar sobre rotas alternativas úteis para desviar dos congestionamentos e evitar prejuízos econômicos.
“Sabemos o trauma que Cuiabá e Várzea Grande carregam por conta das intermináveis obras da Copa. Vários comércios faliram após décadas de existência com muitas famílias dedicadas. Peço aos representantes da Semob para que tenhamos uma comunicação mais efetiva quanto às rotas alternativas, especialmente nesses horários de pico”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
Política
Comissão aprova regras nacionais de segurança para escolas de natação infantil
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7119/25, que estabelece diretrizes nacionais de segurança, prevenção de acidentes e primeiros socorros em escolas de natação para crianças.
A proposta determina que esses estabelecimentos devem contar permanentemente com profissionais habilitados e capacitados especificamente para o público infantil. O texto também define limites técnicos de quantidade de crianças por instrutor para garantir uma supervisão individualizada e contínua.
Pelo projeto, as academias e escolas de natação deverão dispor de equipamentos de segurança aquática e manter um plano de emergência estruturado para casos de afogamento ou mal súbito. As regras de infraestrutura incluem a obrigatoriedade de pisos antiderrapantes, cercamento de piscinas e controle rigoroso de acesso às áreas aquáticas. Além disso, os profissionais deverão realizar treinamentos periódicos em técnicas de ressuscitação cardiopulmonar.
O autor da proposta, deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), argumenta que a falta de diretrizes nacionais uniformes contribui para diferenças de padrão entre as escolas.
O relator, deputado Luiz Lima (Novo-RJ), que é ex-atleta olímpico e formado em Educação Física, defendeu o projeto por considerar que o ambiente aquático exige protocolos rigorosos. “A piscina é espaço de aprendizado, disciplina e superação, mas também exige preparo técnico, supervisão constante e protocolos rigorosos de segurança, sobretudo quando se trata do público infantil”, pontuou.
O texto aprovado contém apenas uma mudança técnica sugerida pelo relator, que excluiu o prazo fixo de regulamentação, permitindo que o Poder Executivo estabeleça livremente os critérios para a fiscalização da lei.
Estabelecimentos que não seguirem as novas diretrizes estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.
Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
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