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PF apreende arma, passaportes e prende três pessoas no Aeroporto em Guarulhos

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Guarulhos/SP. A Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, segunda e terça-feira (15/9 e 16/9), realizou ações que resultaram na apreensão de uma pistola, dois passaportes por decisão judicial e a prisão de três pessoas, sendo uma por tráfico internacional de drogas e duas em cumprimento a mandados de prisão.

Na segunda-feira (15/9), a PF recebeu a informação, por funcionários que faziam a ronda em um pátio do perímetro aeroportuário, de que uma pistola havia sido encontrada abandonada. Policiais federais se dirigiram ao local, realizaram os exames periciais necessários e apreenderam a arma. Foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias e os responsáveis pelo objeto.

No mesmo dia, a PF apreendeu dois passaportes brasileiros de passageiros que tentavam realizar os procedimentos migratórios. A ação foi motivada por alertas dos sistemas da PF e em cumprimento a uma decisão expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná. Os documentos ficarão à disposição da autoridade judicial.

Durante a fiscalização de passageiros e bagagens, uma brasileira foi presa em flagrante com três quilos de cocaína. A droga estava oculta em fundos falsos de sua mala de bordo. A mulher, que pretendia embarcar em um voo para Istambul, na Turquia, já havia realizado uma viagem internacional anterior. Ela será apresentada à Justiça Federal e responderá pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Entre segunda e terça-feira (15/9 e 16/9), dois brasileiros — um homem e uma mulher — foram capturados em momentos distintos quando tentavam passar pelo controle migratório. A prisão foi possível graças a alertas dos sistemas da PF que indicavam mandados de prisão em aberto, expedidos pelas Justiças de Minas Gerais e do Paraná. Um dos presos foi condenado pelo crime de tráfico de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo 
Delegacia Especial no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos
Tel.: (11) 2445-2212

 

Fonte: Polícia Federal

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Pivetta admite possibilidade de boicote no DAE e diz que “já viu de tudo”

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não descartou a possibilidade de ter ocorrido um boicote dentro do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) em meio à crise de abastecimento enfrentada pelo município. Questionado sobre a hipótese, Pivetta afirmou que já presenciou diferentes situações na autarquia, mas evitou apontar possíveis responsáveis.

“A gente já viu de tudo lá, tá? Já vimos de tudo lá, mas nós vamos vencer. O importante é que o interesse da população vai prevalecer”, afirmou o governador.

A declaração ocorre em meio à tentativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande de enfrentar os problemas históricos do sistema de abastecimento. A crise também ganhou contornos políticos após episódios envolvendo a administração do DAE e a troca de integrantes da direção da autarquia.

Entre os episódios que aumentaram a pressão sobre o departamento está a divulgação de um vídeo no qual o então diretor Rogerinho Dakar aparece com uma mala contendo dinheiro. O caso provocou questionamentos sobre a gestão do DAE e ampliou o desgaste em torno da estrutura responsável pelo abastecimento da cidade.

Apesar dos problemas, Pivetta afirmou que as medidas adotadas pelo Estado já começaram a apresentar resultados. Segundo o governador, 14 poços que estavam desativados foram recuperados, permitindo uma produção aproximada de 700 mil litros de água por hora. As ações teriam beneficiado cerca de 20% dos moradores que enfrentavam problemas de abastecimento.

O governador, no entanto, afirmou que ainda existem dificuldades para identificar a origem de todos os problemas no sistema.

“O grande problema lá é o mistério que existe debaixo das ruas que precisa ser conhecido. E nós estamos lá mapeando isso”, explicou.

Pivetta disse que equipamentos e materiais já foram adquiridos para ampliar as ações, mas parte dos itens ainda não chegou por se tratar de produtos importados. Por enquanto, segundo ele, o trabalho tem se concentrado na recuperação de estruturas existentes e na reativação de poços.

As ações fazem parte da “Aliança pela Água”, acordo firmado entre Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas de Mato Grosso. O objetivo é buscar uma solução para os problemas estruturais do DAE e evitar medidas mais drásticas para a gestão da autarquia. O TCE já havia apontado um cenário de endividamento superior a R$ 315 milhões e suspeitas de irregularidades administrativas.

Pivetta reconheceu que ainda há um longo caminho pela frente.

“Cerca de 20% da população que sofria com a falta de abastecimento de água já tem água. Temos 80% para vencer ainda”, afirmou.

Apesar de admitir a possibilidade de boicote, o governador não apresentou evidências de que a prática tenha ocorrido nem indicou quem poderia estar envolvido. A declaração, portanto, mantém a hipótese no campo da suspeita enquanto as autoridades avançam na apuração e nas medidas para tentar normalizar o abastecimento em Várzea Grande.

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