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Seplag fortalece liderança feminina por meio do programa “Elas à Frente”

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Fortalecer a liderança feminina no serviço público e estimular a inovação. Esses são os principais objetivos do programa “Elas à Frente: liderança pública feminina com propósito, inovação e impacto”, lançado nesta terça-feira (16.9) pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), por meio do Sistema Central de Inovação em Práticas Públicas (Sinova). Com apenas 15 vagas disponíveis, o Programa está com inscrições abertas e as interessadas podem se inscrever neste link, até dia 18 de setembro.

A iniciativa é voltada exclusivamente para servidoras públicas estaduais, efetivas ou comissionadas, que já exercem funções de liderança, desejam assumir cargos de gestão no futuro ou atuam mobilizando pessoas no dia a dia, mesmo sem ocupar posições formais de chefia.

Para a primeira-dama, Virgínia Mendes, o programa é um reflexo do compromisso da gestão com a valorização das servidoras. “O Elas à Frente está alinhado com a visão da nossa gestão, que é a de fortalecer as potencialidades das mulheres na administração pública e, especialmente, promover a inovação, que é outro foco do governo”.

Além de promover competências técnicas, o programa tem ênfase no desenvolvimento de competências socioemocionais consideradas um grande diferencial para a implementação de inovação no setor público. “Elas à frente” ainda prevê a criação de um espaço seguro, colaborativo e transformador.

O secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, destacou a importância de estimular a presença feminina em espaços estratégicos da gestão pública. “O Programa Elas à Frente é um importante passo para estimular a presença feminina em espaços estratégicos da administração pública. Nosso objetivo é que as participantes se reconheçam como líderes e, com o apoio necessário, desenvolvam projetos inovadores que gerem valor para a sociedade”.

A representante da Superintendência de Governança para Resultados, Eficiência e Inovação da Seplag e uma das idealizadoras do projeto, Andréa Regina Gomes, explica que o programa nasceu de uma demanda institucional e o propósito de duas servidoras que sonhavam em construir um programa feito por mulheres e para mulheres.

“Trouxemos nossa formação em educação executiva, nossa vivência no serviço público e o desejo de criar algo transformador para impulsionar a inovação no Estado. Assim, unimos a visão da gestão com o nosso propósito, e no momento certo, nasceu o ‘Elas à Frente’”, destacou.

Para a chefe de Unidade da Secretaria Adjunta de Orçamento Estadual (Sefaz) e idealizadora do projeto, Regiane Medinas Neves, a palavra-chave do “Elas à frente” é convergência. “A conquista de uma mulher é a conquista de todas as mulheres. Por isso, liderança é um legado e não é só criar um espaço, mas sim criar novos caminhos e possibilidades”, comenta Regiane Neves.

O programa terá formato híbrido, com encontros presenciais e online, e será conduzido a partir de um método próprio que integra liderança, inovação e impacto. O curso terá sete módulos e 40 horas-aula, sendo 36 horas com 05 encontros presenciais e dois encontros de mentoria online de 4 horas de duração. As aulas iniciam no dia 26 de setembro.

As participantes que cumprirem 80% de participação nas atividades propostas receberão certificado, emitido pela Escola de Governo, do Programa “Elas à Frente: liderança pública feminina com propósito, inovação e impacto”.

O evento de lançamento apresentou a trajetória de construção do programa, seus objetivos e atividades. Além das duas idealizadoras do projeto, participaram da solenidade o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital (Seplag), Sandro Brandão, e a coordenadora de Intraempreendedorismo e Inovação (Seplag), Angélica Monteiro.

Assista o lançamento do Programas “Elas à frente” neste link.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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