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ALMT, Famato e UFMT promovem grande festa no Parque das Águas em celebração aos seus aniversários

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Com grande participação popular, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) comemorou seus 190 anos de história com uma extensa programação cultural no Parque das Águas, neste sábado (6). A celebração também marcou os 60 anos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e os 55 anos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O evento contou com show do multi-instrumentista Gabriel Sater ao lado da Orquestra Sinfônica da UFMT, feira com produtos da agricultura familiar e estandes institucionais.

A ALMT levou ao público um estande especial com a exposição “190 anos da Assembleia Legislativa”, sob curadoria do professor Edevamilton Oliveira, do Instituto Memória do Poder Legislativo. Ele destacou a importância de resgatar a trajetória política do estado.

“Nossa preocupação foi revelar não só personalidades, mas acontecimentos marcantes que mostraram a transformação de Mato Grosso. É fundamental que a população compreenda a relevância da Casa de Leis para o passado, o presente e o futuro do estado”, afirmou.

Representando a Casa de Leis, o superintendente de Comunicação, José Marques, agradeceu à população pela grande presença e reforçou a união institucional.

“Em nome do presidente Max Russi e do primeiro-secretário, deputado Dr. João, agradecemos a presença de todos. Esta programação só é possível graças ao trabalho dos deputados e à parceria com a Famato e a UFMT”, destacou.

A apresentação de Gabriel Sater com a Orquestra Sinfônica da UFMT foi o ponto alto da noite. O artista elogiou o clima da festa e comentou a importância de eventos que aproximam Parlamento e sociedade.

“A gente vive de esperança de bons tempos e é muito bonito ver o Parlamento investindo em cultura e ações sociais como esta”, declarou.

Sater também reforçou a alegria de participar da celebração conjunta das três instituições.

“É uma honra fazer parte de um momento tão simbólico para Mato Grosso. A música aproxima, cura e conecta as pessoas e ver isso acontecendo aqui hoje é muito especial”, disse.

O maestro Andrew Moraes, subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso, celebrou a oportunidade de apresentar ao público um concerto de grande porte.

“É uma experiência ímpar. Um concerto como este, gratuito, com grande artista e grande orquestra, faz um bem gigantesco para a sociedade”, afirmou.

A feira de agricultura familiar também ganhou destaque no evento. O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Marcelo Lupatini, ressaltou o impacto social do trabalho desenvolvido no campo.

“Onde o Senar chega, ele transforma. Aproxima o campo da cidade e mostra histórias de vida que fazem o agronegócio de Mato Grosso ser o que é. A parceria com a Assembleia é fundamental”, frisou.

A instrutora do Senar, Sandra Alves, visitou a feira, adquiriu produtos como mix de cookies de castanha de baru e paçoca de pilão, e elogiou a qualidade dos itens expostos.

“Comprei alguns produtos e fiquei encantada com a qualidade. É importante ver a agricultura familiar crescendo, se organizando e sendo valorizada. Vim prestigiar e conhecer as novidades, porque ando por Mato Grosso inteiro e quero mostrar para meus alunos o que há de tecnologia e tradição. E ainda aproveitei o lindo show. Fiquei encantada”, contou.

A reitora da UFMT, Marluce Souza e Silva, destacou a importância de aproximar a universidade da comunidade. Nos estandes, a instituição apresentou seus cursos e ações.

“Devemos estar onde nossos usuários estão. Estar no Parque das Águas, junto das famílias, aproxima a universidade e reforça nossa missão”, declarou.

O diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, reforçou a importância da integração entre as instituições na entrega de cultura e conhecimento ao público.

“A parceria entre Famato, Senar, UFMT e ALMT casou perfeitamente. Quem ganha é a população, que desfruta de um grande show e de uma grande celebração”, avaliou.

Fonte: ALMT – MT

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CRE vai avaliar medidas contra tarifaço dos EUA, afirma Trad

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Com o início da aplicação da tarifa estadunidense de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país, na quarta-feira (22), o presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), reforçou a necessidade de acompanhamento técnico e a defesa dos interesses nacionais. Para ele, o momento exige atuação coordenada das instituições brasileiras e avaliação permanente das medidas em estudo pelo Executivo.

— Mais do que reagir ao fato, precisamos compreender seus impactos e acompanhar, com responsabilidade, as alternativas que estão sendo construídas para proteger os interesses do Brasil. A Comissão de Relações Exteriores tem o dever de contribuir para esse processo — afirmou à Agência Senado. 

As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras passaram a valer na quarta-feira, inaugurando uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de três mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA. 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024, ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados cai para 15%, o equivalente a R$ 29,4 bilhões. 

Na avaliação de Nelsinho Trad, a medida amplia o desafio para setores da economia nacional. Ele sugere que o governo mantenha o diálogo diplomático e faça novos estudos para contornar a situação. 

Ainda na última semana, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei 15.122, de 2025), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.

Além disso, no dia 4 de agosto, o Grupo de Trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutirá questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.

Para Trad, o novo cenário do comércio internacional reforça a importância de acelerar projetos estruturantes voltados à ampliação da competitividade brasileira. 

Nesse contexto, Trad disse que a consolidação da Rota Bioceânica, a conclusão da ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e a entrada em vigor da Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR, no próximo dia 30, representam avanços capazes de reduzir custos logísticos, agilizar o transporte internacional de cargas e ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados do Pacífico e da Ásia.

— Quanto mais alternativas o Brasil tiver para alcançar novos mercados, mais preparado estará para enfrentar períodos de tensão no comércio global — acrescentou. 

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No dia da entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

Também na quarta-feira, a Presidência da República sancionou o Projeto de Lei de Conversão (PLV 7/2026), originado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo do texto para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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