Mato Grosso
Desenvolve MT aumenta concessão de crédito e movimenta mais de R$81 milhões em 2025
Mato Grosso
A Desenvolve MT — Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso fecha 2025 com recorde de liberação de crédito, mais de R$81 milhões foram concedidos, dividido entre 785 operações, para empreendedores de todo o Estado. O valor representa um crescimento de 22,18% em relação a 2024, quando foram concedidos cerca de R$66 milhões em financiamentos.
A linha Desenvolve Empresarial foi a que registrou o maior volume de operações. Voltada para investimentos, inovação e implantação de novos negócios, ela respondeu por aproximadamente 78% dos contratos realizados, ao todo, foram 406 financiamentos nessa modalidade, somando mais de R$63 milhões em crédito. Em segundo lugar aparece a linha Mulher Empreendedora, com mais de R$2,4 milhões liberados em 219 contratos. Os 22% restantes são representados pelas linhas Transporte, Jovem Empreendedor e Jovem Empreendedor Liberal, Rural e Turismo, que correspondem a 160 contratos.
Entre os beneficiados, 43,31% são microempreendedores individuais (MEIs) e 38,73% são para empresas de pequeno porte (EPPs). Já os 17,96% restantes são divididos entre pessoas físicas (taxistas e produtores rurais), grande empresa, média empresa e microempresas. No total, a Desenvolve MT atendeu 70 municípios mato-grossenses. Somente Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sinop concentraram 73,79% dos contratos.
Para a presidente da agência, Mayran Beckmann, os resultados positivos vão além de bater a meta estipulada, mas também reforçam o papel da Desenvolve MT como instrumento estratégico de apoio ao empreendedorismo no estado. “Esse crescimento na liberação de crédito mostra que estamos conseguindo chegar a diferentes perfis de empreendedores, desde o MEI até as empresas de pequeno porte, estimulando investimentos, inovação e a geração de emprego e renda em todas as regiões do Estado”, afirma.
Ela acrescenta que, para 2026, a agência segue comprometida em ampliar o acesso ao crédito de forma responsável, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.
Ao longo dos últimos sete anos, a Desenvolve MT intensificou a execução de políticas públicas alinhadas ao Governo do Estado, voltadas ao desenvolvimento econômico e à ampliação do acesso ao crédito. Nesse período, os recursos liberados passaram de cerca de R$4,3 milhões, em 2019, para mais de R$81 milhões em 2025, um crescimento de aproximadamente 1.700%.
O número de operações também avançou, com aumento de cerca de 860%, quase nove vezes mais contratos firmados, ao todo, mais de R$247 milhões em crédito foram concedidos. Com base nas informações declaradas pelos próprios negócios no momento da contratação, essas operações indicam a criação e manutenção de mais de 11 mil empregos em Mato Grosso.
A maior parte desses recursos beneficiou microempreendedores individuais, que concentraram 49,76% das operações, seguidos pelas empresas de pequeno porte (23,71%) e microempresas (20,19%). Já os 6,34% representam pessoas físicas (taxistas e produtores rurais), grande empresa, média empresa e média-grande empresas.
As maiores liberações de crédito se concentraram nas linhas Empresarial, voltada a investimentos, inovação e expansão dos negócios, e Mulher Empreendedora, focada no fortalecimento da autonomia feminina, consolidando a agência como um instrumento estratégico de apoio aos negócios locais e ao fortalecimento da economia estadual.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já
Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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