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Agrônomos lançam manifesto e defendem união para fortalecer o agro no Cerrado

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A divulgação do manifesto oficial do Fórum Brasil Central marca uma nova etapa de articulação institucional da Agronomia no coração do País. Reunindo entidades de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, o documento aponta a integração regional, a valorização da ciência e o protagonismo técnico como pilares para sustentar o desenvolvimento do agronegócio no Cerrado, região estratégica para a produção de alimentos, fibras e energia no Brasil.

Veja como foi o lançamento, clicando aqui.

O Fórum nasce da união da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO), da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal (AEA-DF), da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul (AEAMS) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT). Juntas, as entidades representam um território que concentra parte relevante da produção nacional de grãos, carnes e bioenergia, além de desempenhar papel central na expansão da fronteira agrícola brasileira nas últimas décadas.

O Cerrado, eixo central do manifesto, é hoje a principal fronteira produtiva do agronegócio brasileiro. O bioma responde por mais de 50% da produção nacional de grãos, concentra a maior parte da expansão agrícola das últimas décadas e abriga cadeias estratégicas como soja, milho, algodão, carnes e bioenergia. Ao mesmo tempo, é uma região marcada por desafios estruturais — pressão ambiental, logística deficiente, mudanças climáticas e crescente exigência por sustentabilidade — que exigem planejamento técnico, ciência aplicada e articulação institucional de longo prazo.

Nesse contexto, o manifesto dos engenheiros agrônomos do Brasil Central ganha relevância ao reposicionar a Agronomia como vetor estratégico do desenvolvimento regional. O documento não se limita à defesa corporativa da profissão, mas propõe um papel ativo dos agrônomos na mediação entre produção, conservação ambiental e competitividade econômica.

DEFESA – Ao assumir o Cerrado como território-símbolo, o Fórum sinaliza que o futuro do agro brasileiro passa, necessariamente, por decisões técnicas qualificadas, integração regional e valorização do conhecimento científico como base para segurança alimentar, inovação e crescimento sustentável.

No manifesto, os agrônomos defendem que o avanço do setor passa, necessariamente, por maior coordenação regional e por uma atuação técnica mais integrada diante de desafios crescentes, como variabilidade climática, pressão por sustentabilidade, exigências ambientais e necessidade de ganho contínuo de produtividade. A proposta é transformar a identidade histórica da Agronomia no Brasil Central em uma agenda coletiva, capaz de dialogar com governos, instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade.

O texto destaca o papel do engenheiro agrônomo como agente estratégico não apenas no campo, mas também na pesquisa, na extensão rural, na gestão pública e nas cadeias agroindustriais. Ao reforçar a ciência como fundamento das decisões produtivas, o Fórum sinaliza preocupação com o risco de simplificação do debate sobre o agro, sobretudo em temas como uso racional dos recursos naturais, segurança alimentar e inovação tecnológica.

Outro eixo central do manifesto é o desenvolvimento sustentável. Para os agrônomos, a sustentabilidade não deve ser tratada como conceito abstrato ou imposição externa, mas como compromisso técnico baseado em conhecimento científico, planejamento territorial e adoção de tecnologias adaptadas às condições do Cerrado. Nesse contexto, o Fórum se propõe a funcionar como espaço permanente de diálogo e convergência, no qual tradição produtiva e inovação caminhem juntas.

A criação do Fórum Brasil Central ocorre em um momento de crescente protagonismo do agro da região no cenário nacional e internacional. Estados como Mato Grosso e Goiás lideram a produção de grãos, enquanto o avanço da agricultura tecnificada no Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul reforça a importância da integração logística, institucional e técnica entre os entes da região.

Ao assumir publicamente a missão de representar, integrar e inspirar, o Fórum busca ampliar a influência da Agronomia nas decisões que moldam o futuro do setor. A expectativa das entidades é que a articulação contribua para fortalecer a posição do Brasil Central como polo de produção eficiente, ambientalmente responsável e preparado para responder às exigências de mercados cada vez mais atentos à origem e à qualidade dos alimentos.

Mais do que uma nova marca institucional, o manifesto sinaliza a tentativa de reposicionar a Agronomia como elo entre ciência, território e desenvolvimento econômico. Para os idealizadores do Fórum, a união regional é condição indispensável para que o Cerrado continue cumprindo seu papel de motor do agronegócio brasileiro — agora sob bases mais integradas, técnicas e sustentáveis.

O evento de lançamento ocorreu na sede do Crea-DF,  coordenado por lideranças representativas da profissão: Antônio Barreto, presidente da AEADF; Daniele Coelho, presidente da AEAMS; Fernando Barnabé, presidente da AEAGO; e Isan Rezende, presidente da FEAGRO-MT. Segundo os organizadores, a pluralidade regional da coordenação reflete a essência do movimento, baseado na construção coletiva e na defesa de pautas convergentes.

O Fórum conta com o apoio institucional dos presidentes dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia do Centro-Oeste e do Distrito Federal (veja foto): Juares Samaniego (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso), Adriana Resende Avelar de Oliveira (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal), Vânia Abreu de Melo (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul) e Lamartine Moreira Junior (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás). O movimento também é apoiado pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese Marinelli, além de Clodomir Ascari, presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná.

Escaneie o QRCode e tenha acesso ao manifesto na íntegra:

Fonte: Pensar Agro

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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