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Sesp amplia operações de segurança no trânsito em Cuiabá e Várzea Grande

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A Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), alterou o plano das ações de segurança no trânsito com foco na redução de acidentes e mortes no trânsito, ampliando para três os modelos de operações realizadas em Cuiabá e Várzea Grande.

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI), responsável pelas operações Lei Seca, implantou duas novas operações com foco em motocicletas, a Tolerância Zero Motos direcionada ao combate às infrações graves e crimes cometidos por motociclistas, e a Lei Seca Motos voltada a fiscalização do consumo de bebida alcoólica por condutores de motocicletas.

As novas operações foram implementadas ano passado e continuarão fazendo parte do cronograma de operações da Secretaria deste ano com foco na redução de acidentes e mortes no trânsito envolvendo motocicletas em Cuiabá e Várzea Grande, juntamente com a intensificação das operações Lei Seca tradicionais.


A coordenadora do GGI, tenente coronel PM Monalisa Furlan, destacou que as mudanças foram necessárias após a mudança no comportamento dos condutores e pela expressiva redução das infrações e mortes no trânsito relacionada embriaguez ao volante.

“As adequações no planejamento tornaram-se necessárias diante dos resultados positivos alcançados com a intensificação das operações Lei Seca, que impactaram diretamente na conduta dos motoristas”, destacou.

Um estudo de impacto das ações da Lei Seca no comportamento do cidadão mostrou que entre 2021 e 2024 no número de infrações por embriaguez reduziu 46% e as prisões apresentaram redução de 51%, mesmo com aumento de 116% nos números de operações e de 339% na quantidade de testes aplicados, naquele período.

“A Operação Integrada Lei Seca faz parte da rotina dos condutores de Cuiabá e Várzea Grande desde 2014 e estamos atingindo nosso objetivo principal de conscientizá-los sobre o consumo de álcool e direção. Conseguimos identificar através dos dados levantados que houve uma mudança real no comportamento dos cidadãos”, detalhou.

Apesar da redução das infrações e das mortes relacionadas à embriaguez ao volante, o crescimento dos acidentes fatais envolvendo motociclistas exigiu uma resposta direcionada do poder público.

“Diante desse cenário, identificamos a necessidade de ajustar o planejamento e criar duas novas operações, com abordagens específicas para coibir infrações e crimes cometidos por motociclistas”, concluiu.


Resultados das ações

No ano passado foram realizadas 156 operações de segurança no trânsito em Cuiabá e Várzea Grande, que resultaram fiscalização de 24.257 mil veículos e emissão de 11.676 Autos de Infração de Trânsito (AIT).

Ao todo, foram presas 1.085 pessoas, sendo 905 por embriaguez ao volante e casos de receptação, adulteração de veículo, tráfico de drogas, mandados de prisão entre outros.

As novas ações foram debatidas durante a Câmara Temática de Trânsito juntamente com o Batalhão de Trânsito da PM, Delegacia de Trânsito, Departamento de Trânsito, Politec, Corpo de Bombeiros, Sistema Socioeducativo, Policial Penal e Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá e Guarda Municipal de Várzea Grande.

Fonte: Governo MT – MT

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Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já

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Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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