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Santos vence Noroeste e ganha fôlego na luta pelo G8 do Paulistão

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O Santos conquistou uma vitória de extrema importância neste domingo, ao superar o Noroeste por 2 a 1 no Estádio Dr. Alfredo de Castilho, em Bauru, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. O triunfo não só reacende as esperanças do Peixe por uma vaga no G8 da competição, mas também alivia a pressão na briga contra o rebaixamento.

A equipe da Baixada Paulista depende agora do resultado do duelo entre Red Bull Bragantino e Velo Clube para eliminar qualquer risco de queda e focar totalmente na classificação para as quartas de final. Atualmente, o Santos ocupa a nona posição na tabela, com nove pontos, apenas um a menos que o oitavo colocado. O Noroeste, por sua vez, segue na 14ª colocação, com sete pontos.

O jogo

O Alvinegro Praiano começou o jogo com ímpeto e abriu o placar logo aos quatro minutos. Igor Vinícius fez boa jogada pela direita e serviu Miguelito na meia-lua. O boliviano lançou Escobar na esquerda, cujo chute desviou no zagueiro Pedro Carrerete, que acabou marcando contra.

Aos oito minutos, o Santos quase ampliou com Rony, que tocou para Gabigol, mas o gol foi anulado pelo VAR por impedimento. A resposta do Noroeste veio em seguida, com o próprio Pedro Carrerete se redimindo. Aos 16 minutos, em cobrança de escanteio de Diego Mathias, o zagueiro subiu na pequena área para cabecear e empatar a partida.

No entanto, o Santos não se abalou e voltou à frente aos 29 minutos. Bontempo deu um passe preciso para Igor Vinícius, que ganhou da marcação, foi à linha de fundo e cruzou para Rony. O atacante desviou para o gol, marcando seu primeiro tento com a camisa santista e recolocando o time em vantagem. O Noroeste ainda sofreu um desfalque significativo antes do intervalo, com a expulsão de Thiago Lopes aos 49 minutos, após uma entrada perigosa em Zé Ivaldo.

Na etapa complementar, com um jogador a mais, o Santos controlou o ritmo do jogo. Embora Diego Mathias tenha tido uma boa chance de cabeça aos cinco minutos, obrigando o goleiro Brazão a fazer uma defesa importante, a posse de bola foi predominantemente do Peixe. O time soube administrar o placar e conter as investidas do Noroeste, que, mesmo em desvantagem numérica, conseguiu testar Brazão novamente com Carlão já nos minutos finais.

Próximos confrontos

  • Noroeste: Enfrentará o Primavera pela 8ª rodada do Campeonato Paulista.
    • Data e hora: 15 de fevereiro (domingo), às 20h30 (de Brasília)
    • Local: Estádio Italo Mário Limongi, em Indaiatuba (SP)
  • Santos: Terá um compromisso pelo Campeonato Brasileiro, enfrentando o Athletico-PR pela 3ª rodada.
    • Data e hora: 12 de fevereiro (quinta-feira), às 19h (de Brasília)
    • Local: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

Com certeza! Retransmito as tabelas com as informações da partida entre Noroeste e Santos, sem usar formatação em negrito:

FICHA TÉCNICA
Noroeste 1 x 2 Santos
Competição Campeonato Paulista
Local Estádio Dr. Alfredo de Castilho, Bauru-SP
Data 08 de fevereiro de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Ocorrências Disciplinares
Cartões Amarelos Marlyson (Noroeste); Miguelito, Igor Vinícius (Santos)
Cartões Vermelhos Thiago Lopes (Noroeste)
Arbitragem
Árbitro Flavio Rodrigues de Souza
Assistentes Daniel Paulo Ziolli e Henrique Perinelli Oliveira
VAR Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Gols da Partida
Minuto Autor Clube
4′ do 1ºT Pedro Carrerete (contra) Santos
12′ do 1ºT Pedro Carrerete Noroeste
29′ do 1ºT Rony Santos
Escalação do Noroeste Escalação do Santos
Luiz Daniel;
Yuri Ferraz, Sanchéz (Leocovick), Pedro Carrerette e Carlinhos;
Ronaldo (Tocantins), Tauã (Rafael Silva), Cristiano (Igor), Diego Mathias (Marlyson) e Thiago Lopes;
Carlão

Técnico: Guilherme Alves

Gabriel Brazão;
Igor Vinícius, Zé Ivaldo, Luan Peres e Escobar (Vinicius Lira);
João Schmidt, Bontempo e Miguelito (Nadson);
Barreal (Rollheiser), Rony (Thaciano) e Gabigol (Lautaro Díaz)

Técnico: Vojvoda

Fonte: Esportes

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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar

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