Política
Comissão debate políticas públicas de educação de jovens e adultos; participe
Política
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta quinta-feira (28) para discutir a situação atual e as perspectivas das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O debate atende a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF) e está marcado para as 15 horas, no plenário 9.
A deputada quer debater as políticas educacionais da EJA no contexto do 19º Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (Eneja), que será realizado entre os dias 27 e 30 de maio, em Brasília.
Erika Kokay diz que a EJA é fundamental para assegurar o acesso à educação de trabalhadores, jovens, adultos e idosos historicamente excluídos do sistema educacional.
E destaca que o encontro nacional reunirá delegações de todos os estados para discutir políticas públicas, financiamento, formação de educadores e medidas para superação do analfabetismo.
“A realização desta audiência contribuirá para o aprimoramento das políticas educacionais voltadas à EJA e para o fortalecimento do direito à educação como instrumento de inclusão social, redução das desigualdades e promoção da dignidade humana”, afirma.
Da Redação – MB
Política
Experiência em Comodoro inspira debate sobre criação de banco de boas práticas na educação prisional
A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.
Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.
Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.
“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.
Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.
Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.
“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.
A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.
Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.
“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.
A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
-
Política1 dia atrásSenado tem programação especial na Semana Nacional dos Arquivos
-
Entretenimento23 horas atrásPaolla Oliveira reflete sobre descanso e celebra retorno à rotina após férias
-
Opinião22 horas atrásArticulação de Wanderley Cerqueira garantem quase R$ 2 milhões para nova UBS em Várzea Grande
-
Cultura22 horas atrásMuito além da loira fatal: mostra celebra 100 anos de Marilyn Monroe
-
Entretenimento21 horas atrásThiago Costa retoma carreira musical após mais de uma década e prepara projetos
-
LUCAS DO RIO VERDE1 dia atrásPrefeitura de Sinop fortalece turismo religioso com roteiro que destaca artes sacras nas igrejas
-
Entretenimento19 horas atrásLore Improta fala sobre adaptação de Liz à chegada de Levi e revela preocupação
-
Sorriso11 horas atrásNovo horário de atendimento da Prefeitura entra em vigor na próxima segunda-feira (8)
