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Safra recorde e boom do agronegócio devem sustentar crescimento econômico em 2025

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As previsões para o agronegócio brasileiro em 2025 permanecem sólidas, mesmo diante das dificuldades no cenário internacional. Especialistas apontam que o setor será um dos principais vetores de crescimento econômico, com impactos positivos além do campo.

A safra de grãos preocupa menos do que anima: o país deve alcançar entre 332,6 e 333,3 milhões de toneladas, um salto de 13,6% a 13,9% em relação a 2024, de acordo com o IBGE. Dentro desse total, a soja deve atingir 164,2 milhões de toneladas (alta de 13,3%) e o milho deve chegar a 128,2 milhões, crescimento de 11,8%, consolidando-se como uma das maiores safras históricas.

O desempenho da agropecuária no primeiro trimestre de 2025 foi destaque no PIB: cresceu 12,2% sobre o trimestre anterior, enquanto o PIB nacional avançou 1,4%, segundo o IBGE. Essa expansão explica o bom ritmo da economia, já que movimenta diretamente indústria, transporte, logística e comércio, entre outros setores.

Especialistas ressaltam que o clima favorável, a adoção de novas tecnologias no campo e a ampliação da área plantada foram determinantes para o resultado. Além disso, a agropecuária joga papel estratégico no consumo interno e na exportação, reforçando sua capacidade de estimular a atividade industrial e de serviços.

A concentração da produção no Centro‑Oeste fortalece o impacto regional do agronegócio. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal devem responder por cerca de 50% da colheita nacional de grãos, conforme projeções de instituições de análise Governo do Estado do Paraná. A expansão da demanda por infraestrutura, educação, saúde e comércio local reforça o efeito multiplicador do setor.

No campo da pecuária, a combinação de preços estáveis, boa demanda externa e maior produtividade também contribui significativamente para a expectativa positiva do PIB agro em 2025. O setor ajuda a formar um ambiente resiliente à volatilidade externa.

Mesmo representando diretamente cerca de 7% do PIB, a agropecuária tem forte efeito de encadeamento: movimenta toda a cadeia produtiva, desde máquinas e insumos até transporte e serviços locais. Esse efeito multiplica seu impacto na economia e sustenta a projeção de crescimento em torno de 1,5% para 2025 — resultado que ainda depende da recuperação de outros setores menos dinâmicos.

Em resumo, o agronegócio segue ocupando posição central no panorama econômico do país. Com safra recorde, cadeia produtiva ativa e presença intensa no mercado global, o setor segue sendo uma das maiores fontes de robustez para o crescimento econômico brasileiro em 2025.

Fonte: Pensar Agro

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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