LUCAS DO RIO VERDE
ExpoNorte já movimenta economia de Sinop antes da abertura e injeta mais de R$ 10 milhões no comércio e setor de serviços
LUCAS DO RIO VERDE
Em apenas um mês de montagem da megaestrutura, aproximadamente mil pessoas já trabalharam direta e indiretamente no local, além da contratação de mais de 32 fornecedores locais, consolidando um impacto econômico superior a R$ 10 milhões já injetados na economia sinopense, antes mesmo do início oficial da programação.
A movimentação econômica é impulsionada principalmente pela grandiosidade da estrutura montada no Interpark. A edição deste ano contará com o maior palco entre exposições agropecuárias de Mato Grosso, com 74 metros de frente de palco e impressionantes 700 metros de painéis de LED, superando inclusive estruturas de grandes turnês internacionais — como a da cantora Shakira, que utilizou cerca de 560 metros de LED e 62 metros de boca de palco.
A cadeia econômica envolvida na montagem é ampla e movimenta desde empresas de estruturas metálicas, som, iluminação, montagem, segurança, limpeza, alimentação e transporte, até pequenos prestadores de serviços, fornecedores de materiais e trabalhadores autônomos. Para a Prefeitura de Sinop, o fortalecimento da ExpoNorte representa não apenas entretenimento e valorização cultural, mas também uma importante política de desenvolvimento econômico local.
Por meio da Lei Municipal nº 3.448/2025, o município investe R$ 1,5 milhão na realização da festa, compreendendo o potencial econômico do evento para geração de renda, fortalecimento do comércio e incentivo ao turismo de negócios.
Com base na pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgada pelo Ministério da Cultura, estima-se que cada R$ 1 investido em cultura pode gerar até R$ 7,59 em retorno econômico e social local. Considerando apenas o aporte municipal, a projeção é de que a ExpoNorte possa movimentar aproximadamente R$ 11,3 milhões na economia da cidade, ampliando receitas indiretas para comerciantes, ambulantes, prestadores de serviço, hotéis, restaurantes e diversos segmentos ligados à cadeia produtiva do evento.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, destacou que eventos de grande porte são fundamentais para fortalecer a economia local, gerar oportunidades e atrair novos investimentos.
“Quando o município investe em um grande evento como a ExpoNorte, ele não está investindo apenas em entretenimento. Está investindo em geração de emprego, fortalecimento do comércio, renda para os prestadores de serviço e valorização dos empreendedores locais. A movimentação começa muito antes da abertura dos portões, com empresas sendo contratadas, trabalhadores empregados e dinheiro circulando na cidade. Esse é o papel de uma gestão que entende o desenvolvimento econômico como algo integrado e permanente”, afirmou.
O organizador da ExpoNorte, Daniel Coutinho, reforçou que o impacto econômico da feira gera reflexos diretos na vida de centenas de famílias sinopenses e no fortalecimento das empresas locais.
“Em cerca de um mês de montagem, já tivemos aproximadamente mil pessoas trabalhando direta e indiretamente, mais de 32 fornecedores locais contratados e milhões circulando na economia da cidade. Isso significa pai e mãe de família trabalhando, empresas locais vendendo, prestando serviço, contratando gente e gerando renda, o evento vai muito além dos dias de programação, alcançando setores como metalurgia, locação de estruturas, elétrica, comunicação visual, alimentação, hotelaria, transporte, limpeza e segurança, consolidando a ExpoNorte como uma das principais vitrines econômicas e de negócios do Norte de Mato Grosso.
A ExpoNorte 2026 ocorre entre os dias 22 e 31 de maio, no Interpark, reunindo shows nacionais, rodeio, leilões, palestras técnicas, parque de diversões e praça de alimentação. Entre as atrações musicais confirmadas estão Matheus & Kauan, Mato Grosso & Mathias e Léo Foguete.
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Oficina Cultural de Teatro leva arte e conscientização sobre bullying a centenas de estudantes de Lucas
A Oficina Cultural de Teatro da Secretaria de Cultura e Turismo encerrou nesta quarta-feira (9) mais uma etapa do Projeto de Contação de Histórias, com uma apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. A ação reuniu 166 alunos dos 2°, 4° e 5° anos do colégio.
Criado em 2025, o projeto usa o teatro para abordar o bullying de forma lúdica e acessível aos estudantes da rede municipal. Neste ano, a iniciativa ganhou força e já passou por três escolas. Na Cora Coralina, 100 alunos assistiram à encenação. Na Joice Martinelli Munhak, 530 estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental acompanharam a peça ao longo de quatro sessões. Com a apresentação na Marcelino Espíndola Dutra, o projeto já alcançou 796 alunos em 2026.
Apresentação na Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
A coordenadora das Oficinas Culturais, Keila Fernandes, explica a escolha pela linguagem teatral no lugar de palestras tradicionais.
“Se eu chegasse aqui com uma palestra de 15 minutos eles não entenderiam nada. Então nós trouxemos pra cá, os alunos mesmos estão apresentando de uma forma simples na linguagem das crianças para que eles possam assimilar a mensagem de uma melhor forma”, afirma Keila.
Segundo ela, a ação também oferece aos alunos das oficinas uma vivência de palco em apresentações reais, fora do ambiente das aulas.
A coordenadora da Escola Marcelino Espíndola Dutra, Andréia Vitto, destaca que a apresentação reforça um trabalho que a escola já desenvolve.
“Uma ação de teatro com esse tema só vem a fortalecer e somar às ações que a escola já faz para evitar esse tipo de situação. Então foi muito bom. A gente quando recebeu a proposta prontamente aceitamos porque só vem a complementar”, diz Andréia.
Apresentação na Escola Municipal Cora Coralina (Foto: Ascom/Janderson Kawano)
Para a estudante Emanuele Demzki, de nove anos, a peça deixou uma mensagem clara sobre os efeitos do bullying.
“Eu achei muito legal porque isso ensina as crianças que não é legal fazer isso, as pessoas ficam muito tristes, eu sei porque já passei por isso. Eu queria que eles fizessem em várias outras escolas para que todo mundo aprenda”, conta Emanuele.
(Foto: Na Cora Coralina)
O professor de teatro da Oficina Cultural, Pedro Moroz, conta que a peça nasceu a partir de casos reais registrados no município.
“A ideia de criar essa peça surgiu perante episódios de bullying que foram registrados aqui mesmo no município. Então trouxe esse senso de urgência e essa ideia veio para se somar às ações e juntos conscientizar as escolas sobre os riscos e os impactos dessa prática”, afirma Pedro.
O Projeto de Contação de Histórias segue com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, levando apresentações teatrais para diferentes espaços da rede municipal de ensino. A previsão é passar por pelo menos mais duas escolas até o fim do ano, impactando cerca de mil estudantes.
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