Cultura
As rodas de samba se despedem de Arlindo Cruz, aos 66 anos
Cultura
Morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, o cantor, compositor e multi-instrumentista Arlindo Cruz. Um dos principais nomes do samba brasileiro, Arlindo estava internando no Hospital Barra D’Or, na zona oeste do Rio de Janeiro.

O músico sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico em março de 2017. Desde então, lidava com as sequelas da doença e passou por várias internações.
A família comunicou a morte de Arlindo Cruz nas redes sociais e agradeceu as mensagens de apoio e carinho que receberam nos últimos anos.
Um dos grandes nomes do samba, Arlindo deixa um legado marcado por sucessos, parcerias históricas e dedicação à cultura brasileira.
Arlindo Domingos da Cruz Filho cresceu embalado pelo batuque das rodas de samba.
O músico fez história como integrante da roda de samba do Cacique de Ramos e do grupo Fundo de Quintal. Tocou e compôs com Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto e Zeca Pagodinho.
Autor de mais de 700 músicas, compôs e gravou sucessos como O Show Tem Que Continuar, O Meu Lugar, Só Pra Contrariar e A Amizade.
Com um olhar generoso sobre o mundo, Arlindo Cruz escrevia com o coração e a alma. O samba brasileiro se despede de um de seus maiores talentos musicais, que vai continuar embalando rodas por todo o país.
Cultura
Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga inicia turnê pela Itália
A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada por jovens estudantes da rede pública do Rio de Janeiro, começa nesta quinta-feira (23) uma turnê pela Itália, até o dia 1º de maio. Ao todo, participam 27 instrumentistas.

A programação inclui uma participação na Audiência Geral com o Papa Leão XIV, na Praça São Pedro, no Vaticano, além de apresentações e outras atividades em vários espaços de Roma.
O repertório apresentado valoriza grandes obras da música brasileira, homenageando compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Chico Buarque. O programa inclui ainda uma obra inédita da compositora brasileira Ágatha Lima, vencedora de uma chamada pública organizada pelo projeto.
A diretora executiva da orquestra, Moana Martins, dá mais detalhes sobre as músicas selecionadas para a turnê.
“O repertório foi pensado para refletir a riqueza, a diversidade da música brasileira. E a gente vai apresentar obras dos nossos grandes mestres. Além disso, a orquestra encomendou uma obra inédita que vai ser apresentada, da compositora Ágatha Lima, que foi vencedora do concurso que a Orquestra Chiquinha Gonzaga promoveu, um concurso nacional para mulheres compositoras”.
Moana fala ainda sobre o quão importante é levar essas apresentações para além das fronteiras brasileiras.
“Representa não apenas o reconhecimento, mas também uma oportunidade de levar a cultura brasileira, a diversidade da música brasileira, a esses espaços de grande relevância simbólica no mundo”.
Essa é a sexta turnê internacional da orquestra, que também já se apresentou nos Estados Unidos, Portugal, Espanha, França e Suíça.
A iniciativa faz parte da agenda de comemorações do Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé e conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores.
*Com a produção de Luciene Cruz.
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