Cultura
Círio: Em Belém, o manto da Virgem de Nazaré está quase pronto
Cultura
O manto é um símbolo essencial do Círio. A criação precisa atender exigências específicas, refletir sobre o tema da festa, transmitir uma mensagem evangelizadora e reforçar a devoção à Virgem de Nazaré por meio de cores, adereços e símbolos cuidadosamente pensados.

O objetivo dos organizadores é obter um desenho que traduz o tema deste ano, a fé e a identidade do povo paraense. Cada detalhe carrega um significado especial.
A estilista e criadora do manto do Círio de 2025, Letícia Anassar, descreve a oportunidade: “Esse ano eu tive a oportunidade de participar da festa criando o cartaz do Círio e mais uma vez o manto que veste a imagem peregrina. Bom, dizer que é uma alegria e uma emoção enorme é óbvio, mas eu posso dizer que esse ano a alegria vem de um sentimento maior do que a emoção, ela vem do amor de servir.
O Círio de Nazaré 2025 já está em fase de finalização, o processo criativo começou em fevereiro e segundo estilista a peça até está praticamente pronta.
Cultura
Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro
“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.
A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.
A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30
No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.
Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:
‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’
Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.
Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.
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