Cultura
Confira a programação da festa da Independência do Brasil na Bahia
Cultura
A programação do feriado estadual de 2 de Julho na Bahia continua nesta terça-feira (1º) marcada por muita cultura, eventos cívicos e religiosos.

As celebrações pela independência do Brasil na Bahia seguem a partir das 16h, com a cerimônia cívica de chegada do Fogo Simbólico no Largo de Pirajá, onde autoridades vão realizar o hasteamento das bandeiras, acender a pira e depositar flores no túmulo do General Labatut, militar francês fundamental na organização e liderança das forças brasileiras contra as tropas portuguesas. O Hino Nacional será executado pela Banda de Música da Polícia Militar da Bahia e um show do Cortejo Afro encerrará a noite no palco montado no Largo Pirajá.
Também nesta terça-feira, a partir das 19h15, a Academia de Letras da Bahia realiza o encontro virtual 2 de Julho – Aspectos Históricos e Culturais, transmitido pelo canal da academia no Youtube. O evento terá quatro assuntos principais, sendo um deles a fala do presidente da academia, Aleilton Fonseca sobre o livro O dia em que o povo ganhou, romance histórico de Joel Rufino. A escritora Maribel Barreto também falará sobre a consciência da mulher baiana representada por Maria Quitéria, Maria Filipa e Joana Angélica, abordando a vida destas figuras femininas que participaram do processo de independência do Brasil na Bahia.
Na quarta-feira (2), dia do feriado estadual, 10 filarmônicas de diferentes cidades baianas, com mais de 400 músicos, realizarão o tradicional cortejo saindo do Instituto de Educação Isaías Alves, no Centro Antigo de Salvador, com destino ao Terreiro de Jesus. A concentração acontece a partir das 7h.
Em paralelo, durante todo o dia, estão previstos shows em 4 centros de culturas populares e identitárias de Salvador: nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’água – todos gratuitos; além de show pago na Praça das Artes. Também está prevista nos festejos a participação do presidente Lula, que deve chegar a Salvador ao fim da tarde desta terça.
A programação pelo feriado de 2 de Julho em Salvador segue até o próximo dia 13. O cortejo “Volta da Cabocla”, que leva as imagens do Caboclo e da Cabocla do Campo Grande para o Pavilhão Dois de Julho, na Lapinha, será no dia 5 de julho. As imagens são símbolos da luta do povo baiano pela libertação do Brasil do domínio de Portugal.
Estão previstos ainda shows, o Baile da Independência, a Festa de Labatut, o 3º Festival de Fanfarras e Balizas, na Avenida Sete de Setembro, e a missa na Igreja de São Bartolomeu, em Pirajá.
Os dias e horários de todos os eventos estão disponíveis nas redes sociais da Fundação Gregório de Matos e da Secretaria Municipal de Cultura.
Cultura
90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo
A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.
Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes.
“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje, a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”.
Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência.
“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.
Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.
Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.
São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.
Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.
A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.
“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.
O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.
*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá
-
Política6 dias atrásMudanças no seguro rural seguem para sanção
-
Política5 dias atrásCaso Master: Viana pede providências em relação a denúncias contra Moraes
-
Política5 dias atrásCongresso estará fechado para visitação neste fim de semana e feriado
-
Agricultura7 dias atrásBrasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado
-
Política6 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Entretenimento6 dias atrásAna Castela diverte fas ao correr atrás de garoto no meio de uma multidão: ‘Atentado’
-
Política7 dias atrásDra. Eudócia cobra esclarecimentos sobre saúde pública em Alagoas
