Cultura
Escritor e jornalista Marcelo Moutinho lança livro de contos no Rio
Cultura
O escritor e jornalista Marcelo Moutinho lança neste sábado (14/3), no Rio de Janeiro, o livro “Gentinha”, que marca seu retorno aos contos após seis anos. A obra traz, em 16 narrativas, personagens curiosos que carregam retratos extremamente humanos, com um olhar sensível e atento para o cotidiano brasileiro. O autor fala sobre o prazeroso retorno aos contos.

“Essa volta aos contos está sendo bem interessante. Lancei dois livros de crônicas, uma biografia, alguns infantis nesse período aí dos seis anos. E agora retornar para aquele que foi o gênero com o qual eu iniciei como escritor é uma alegria. Eu acho também que esse livro marca uma certa mudança com relação aos anteriores, uma mudança estilística mais até do que temática, e também esse reencontro com a ficção, né? A ficção mais pura, digamos assim”.
Vencedor do prêmio Jabuti em 2022, na categoria Crônica, com “A Lua na Caixa D’água”, e do prêmio Clarice Lispector 2017 da Fundação Biblioteca Nacional, com o livro de contos “Ferrugem”, o escritor defende que mais importante que premiações é o reconhecimento dos leitores.
“Eu sempre acho que a gente tem que fazer o livro que a gente considera o melhor livro possível, considera que tem a ver com aquilo que você quer expressar naquele momento. Prêmio é consequência. E o conto, talvez não tanto quanto a crônica, a crônica é muito mais marginalizada no sistema de premiação brasileiro, a maioria dos prêmios não tem uma premiação específica para crônica. O conto um pouco menos, mas ainda assim sempre é colocado meio que à sombra do romance. Então eu não alimento grandes expectativas com relação a premiação. Acho que o mais importante do livro é ele ser fiel àquilo que o autor pensou na hora de escrevê-lo. E, de fato, o grande prêmio que a gente tem é a receptividade do leitor”.
Dividido em duas partes, “Dentro de um mundo” e “A verdade não rima”, “Gentinha” percorre cenários que vão dos bairros das periferias a casas da classe média. O autor, que nasceu no subúrbio carioca e já morou em diversas regiões da cidade, carrega para suas histórias um pouco da realidade que conheceu com essas vivências. Tudo isso misturando lirismo, tensão e humor. São histórias de pessoas simples, gente do povo. O autor fala sobre algumas dessas tramas.
“A gente tem, por exemplo, um conto protagonizado por um senhor que vai na feira de São Cristóvão, que é uma feira de concentração nordestina aqui do Rio, cantar Altemar Dutra no karaokê. E um conto de uma moça que adoraria ir para um baile de carnaval e cujo namorado não gosta de carnaval, e ela vai resolver essa folia de uma forma alternativa. A gente tem o conto de dois indivíduos que se fantasiam de Papai Noel para assaltar uma loja perto do período natalino. Como você vê, são personagens bem variados. A gente tem também um ‘bebê gourmet’, né? Um bebê que se revolta com o fato de só tomar mamadeira ou fórmula”.
O lançamento do livro “Gentinha” acontece neste sábado, a partir das duas da tarde, no Alfa Bar e Cultura, espaço que mistura música, gastronomia e venda de livros usados e raros, na Rua do Mercado, no centro do Rio.
Cultura
Olodum completa 47 anos com festa na Bahia
Fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (BA), o Olodum se consolidou como um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira.

Os 47 anos dessa referência cultural terão celebração à altura. A programação começa nesta quarta-feira (22) e segue até o próximo domingo (26) com uma série de atividades: visitas guiadas, atividades formativas, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e, claro, apresentação do Olodum no Largo do Pelourinho.
Um dos destaques da agenda de aniversário é o anúncio, na sexta-feira (24), a partir das 10h, na sede do grupo, do tema do Carnaval 2027 e do calendário de ações até os dias da folia do ano que vem. No mesmo dia, será inaugurado oficialmente o Estúdio Fela Kuti, um novo espaço voltado para a produção artística e audiovisual da instituição.
A sexta-feira ainda abre espaço para o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como a Revolta de Búzios, dos Malês, da Chibata e de Zumbi dos Palmares, além de um novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.
No domingo, a partir das 15h, acontece o ensaio especial do Olodum, aberto ao público, celebrando os 47 anos de trajetória no Largo do Pelourinho.
Além do bloco e da banda, o Olodum também atua como ONG e centro de atividades culturais de caráter sócio-comunitário. O espaço promove o desenvolvimento de projetos em parceria com os governos municipal, estadual e federal, vários deles ligados à educação, cultura, cidadania e letramento racial. O grupo também é integrado por ramificações de teatro, um centro digital e de memória.
A palavra Olodum é de origem yorubá e, no ritual do candomblé, significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior” Olodumaré. Não representa um orixá, mas o Deus criador do Universo.
As cores do grupo formam a base do Pan-africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae: a cor verde representa as florestas equatoriais da África; o vermelho é o sangue da raça negra; o amarelo, o ouro da África; o preto é o orgulho da população negra e o branco, a paz mundial.
-
Cuiabá15 horas atrásOperação Tolerância Zero interdita oficina e apreende motos irregulares em Cuiabá
-
Mato Grosso12 horas atrásEscravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
-
Esportes8 horas atrásInter vira sobre o Athletic e abre vantagem na Copa do Brasil
-
Mato Grosso16 horas atrásPrazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quarta (22)
-
Política8 horas atrásCâmara aprova Estatuto do Aprendiz
-
Polícia23 horas atrásPolícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
-
Entretenimento20 horas atrásPoliana Rocha celebra aniversário intimista de Zé Felipe com churrasco em família
-
Política10 horas atrásCâmara altera Regimento Interno para permitir que integrantes da Mesa participem de comissões


