Cultura
Grupo Garranxê vence o Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas
Cultura
O grupo junino Garranxê, de Roraima, foi o grande vencedor do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas, encerrado na noite deste domingo (26), em Maceió, Alagoas. A Junina Sertão, do estado do Rio Grande do Norte, foi vice-campeã e os acreanos da quadrilha Malucos na Roça ficaram com a terceira colocação. 

Os quadrilheiros roraimenses, que venceram a competição em 2024 e foram vice no ano passado, levaram este ano para o tablado do Parque da Pecuária José da Silva Nogueira o tema “Resistência”. Eles reviveram, através de música, dança, alegorias e muito forró, a coragem do povo potiguar de Mossoró diante da invasão do bando de Lampião, transformando a apresentação em um resgate de memória, bravura e identidade nordestina. O grupo levou ainda os prêmios de Melhor Casamento e Melhor Casal de Noivos.
Mais de 20 estados do país, além do Distrito Federal, tiveram representantes no evento promovido pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos do Brasil. Além da criatividade, entrega e profissionalismo das equipes, a variedade de temas e homenagens apresentadas pelas quadrilhas chamou a atenção do público presente; a obra do artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário, a literatura de cordel, Luiz Gonzaga, Padre Cícero, Jorge Amado e claro, as tradições culturais sertanejas e nordestinas, foram algumas das histórias “cantadas” pelos quadrilheiros.
Este ano, além das premiações tradicionais como Melhor Rainha e Melhor Marcador, foram instituídas novas categorias: Melhor Repertório Musical, Melhor Trio Musical ao Vivo, Casal de Destaque, Melhor Casamento, Destaque Masculino e Feminino, além de Melhor Cenografia.
Cultura
Em São Paulo, Masp inaugura passagem subterrânea nesta sexta-feira
A Avenida Paulista ganhou uma passagem subterrânea que conecta os dois prédios do Masp, o Museu de Arte de São Paulo, e conta com uma pintura inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.

O museu inaugura, nesta sexta-feira (11), o túnel, de 50 m de extensão, que fica debaixo da Avenida Paulista. A passagem conta com três claraboias que deixam a luz natural entrar e permitem ver os pedestres passando na calçada acima.
A obra começou com a construção do teto e das paredes laterais e só depois foi feita a escavação. É considerada a primeira construção subterrânea dessa escala em um museu na América Latina.
O diretor de Experiência e Comunicação do Masp, Paulo Vicelli, comenta que a passagem permite o transporte de obras e equipamentos entre os dois prédios, além de ser um percurso para os visitantes, que podem contemplar a instalação imersiva.
“Com essa conexão entre os dois edifícios, a obra fica, então, completa. E o Masp passa a oferecer esse serviço para os nossos visitantes, de passar de um prédio para o outro para visitar as exposições de forma segura e confortável. E com um adendo, com um algo a mais ainda, que é a obra da Beatriz Milhazes. A Beatriz é uma das artistas visuais mais importantes do mundo, que topou o desafio de fazer um grande mural.”
Pietrolina
Chamada de “Pietrolina”, a obra reúne os nomes dos dois edifícios: Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi – o casal fundador do museu. Com 98 m de extensão, é o maior trabalho de Beatriz Milhazes. Nas redes sociais do museu, ela comenta que o ponto de partida foi a pintura Avenida Paulista, tela doada pela artista ao Masp em 2020. Milhazes fala sobre o processo:
“Toda a extensão trará essa ideia de que você vai desfilar por imagens, de um desfile que não passa por você, mas pelo qual você vai passar. No ateliê, eu trabalhei sobre uma planta de arquitetura com lápis, inicialmente, e, depois, a partir da tinta, desenvolvi uma paleta com tinta acrílica, que seria o material final aqui, para facilitar essa tradução das cores. Também fizemos uma maquete física, o que foi fundamental para que eu pudesse entender se estava funcionando ou não.”
Foram mais de dois anos de elaboração do projeto, com três meses dentro da passagem para executar a pintura imersiva de Pietrolina. O mural traz referências de elementos carnavalescos, com arabescos, listras e florais, que caracterizam a produção de Milhazes.
A entrada no Masp é gratuita toda terça-feira e, na sexta-feira, entre as 18h e as 20h30.
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