Cultura
Ministério da Educação ampliará catálogo do MEC Livros
Cultura
O Ministério da Educação ampliará o catálogo do MEC Livros, plataforma de obras literárias em formato digital que disponibiliza obras nacionais e internacionais gratuitamente. O acervo passará de oito mil para 25 mil títulos.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (23), em Brasília, durante a entrega da nona edição do Prêmio Vivaleitura, iniciativa que reconhece projetos de destaque na promoção da leitura no país.
A ampliação do acervo do MEC Livros deve ocorrer de forma gradativa, ao longo das próximas semanas. Além disso, o prazo de 14 dias que o usuário tinha para optar pela renovação ou devolução da obra emprestada deixa de existir, como explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini:
“O empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você poderá ler o seu livro. Se você não gostou e leu 10% do livro, você pode devolver o livro e pegar outro. Se você gostou e leu rápido, você também vai poder devolver o seu livro e pegar outro livro para continuar.”
Sucesso
Lançado no começo de abril, o MEC Livros é considerado um sucesso pelo governo federal por acumular cerca de 500 mil usuários e 100 mil obras lidas no período.
O presidente Lula afirmou que a iniciativa busca levar o hábito da leitura para quem não pode comprar livros:
“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro. Ninguém. Então, nós temos que fazer as pessoas lerem mesmo que não possam comprar o livro, e o MEC Livros é exatamente isso. A gente não quer substituir, porque a gente quer valorizar todos aqueles que têm editoras, que produzem livros e que querem vender os livros, que precisam ganhar dinheiro com o livro e sustentar a família com o livro.”
Plano Nacional do Livro e da Leitura
Também durante o evento, foi lançado o Plano Nacional do Livro e da Leitura, instrumento alinhado à Política Nacional de Leitura e Escrita que prevê aumentar o percentual da população com hábito de leitura no país de 47% para 55% até 2036.
Cultura
Sétima Feira do Cordel Brasileiro começa neste sábado em Fortaleza
Em Fortaleza, começa neste sábado (20) a sétima Feira do Cordel Brasileiro, evento que reúne poetas, cordelistas, músicos e pesquisadores ligados à literatura de cordel. A programação é gratuita, segue até o dia 28 de junho e traz shows, exposições e oficinas gratuitas na Caixa Cultural.

Com origens na tradição oral e ligada a expressões como o repente, a cantoria e a embolada, a literatura de cordel é patrimônio cultural imaterial brasileiro. Tradição bastante enraizada em estados do Nordeste como Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, o cordel é negócio de família para Klévisson Viana, poeta cordelista bisneto, neto e filho de poetas ligados à contação de histórias. Ele organiza a Feira do Cordel Brasileiro há dez anos em Fortaleza, no Ceará. O evento busca conectar novas gerações a essa tradição.
“A nossa feira está sempre um passo à frente, é sempre um pé na tradição e um pé na modernidade. Por isso, o palco muitas vezes é dividido entre um artista adolescente com um decano, procurando mostrar isso para que a criança e o adolescente vejam que cultura popular é uma coisa muito legal e que, para você produzir cultura popular, não tem nada a ver com coisa de velhinho, é para pessoas de qualquer idade”, explica Klévisson.
Entre as atrações está o espetáculo “Eu parece que tô vendo”, do artista paraibano Jessier Quirino, neste fim de semana, e, no dia 25, ocorre a abertura oficial do evento, com recitais, shows e cantorias de nomes como Ivanildo Vilanova, Jonas Bezerra, Mestre Geraldo Amâncio e Chico Pedrosa.
Klévisson Viana destaca o potencial do cordel em instigar a imaginação em uma época em que a inteligência artificial ameaça a criatividade humana:
“Um texto feito pela IA, por mais primorosa que a IA chegue no patamar e que consiga realmente fazer algo bom, ela não vai ter esse tempero, essas minudências, esse sotaque, essa maneira de se expressar que a sua alma tem e que cada alma tem sua maneira peculiar de expressar um sentimento. E a IA é uma coisa pasteurizada, é uma coisa generalizada, é uma coisa de tudo e não é nada.”
A feira traz oficinas de desenho, xilogravura e cordel, além do forró de Cacimba de Aluá e o Teatro de Bonecos da Cia Calunga de Teatro.
O evento, que acontece nas unidades da Caixa Cultural, já passou por Salvador este ano e, depois de Fortaleza, deve chegar às cidades de Brasília e São Paulo. A programação é gratuita e as informações estão no site da Caixa Cultural.
-
Várzea Grande7 dias atrásAo lado da comunidade, prefeita Flávia Moretti participa dos 15 anos da ACAMIS e destaca parceria que transforma vidas
-
Esportes5 dias atrásNeymar volta ao gramado e alimenta esperança para sequência do Brasil na Copa
-
Cultura5 dias atrásFestival In-Edit Brasil começa nesta quarta-feira em São Paulo
-
Polícia Federal5 dias atrásCâmara aprova projeto que garante atestado para funcionário que acompanhar criança doente
-
Várzea Grande5 dias atrásMutirão de limpeza remove 300 toneladas de resíduos nos bairros Planalto da Serra e Cristo Rei
-
Esportes7 dias atrásAlemanha revive placar histórico e atropela Curaçao na estreia da Copa do Mundo
-
Polícia5 dias atrásPolícia Civil prende condenado por tráfico de drogas procurado pela Justiça de São Paulo
-
Esportes5 dias atrásLionel Messi brilha com hat-trick e Argentina vence a Argélia por 3 a 0
