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Tradicional cortejo dos tambores silenciosos ganha as ruas de Olinda

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Berço e espaço de salvaguarda de várias manifestações culturais brasileiras, Olinda sempre tem espaço na sua programação carnavalesca para os grupos que mantêm essas tradições vivas. Nesta segunda-feira (9), várias nações de Maracatu participam da 27ª Noite para os Tambores Silenciosos, uma das cerimônias mais simbólicas do período pré-carnavalesco.

A concentração acontece, a partir das 20h, nos Quatro Cantos. Todos os grupos seguem em cortejo até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Bonsucesso. O ritual, que presta reverência aos ancestrais negros e às tradições de matriz africana, tem início à meia-noite.

Participam do encontro os maracatus Nação de Luanda, Leão Coroado, Camaleão, Badia, Maracambuco, Estrela de Olinda, Tigre, Sol Brilhante de Olinda e Maracatu Nação Pernambuco.

O público irá acompanhar as loas, que são cantadas; versos dos mestres e mestras; e os toques tradicionais realizados pelos membros dos maracatus.

À meia-noite, os tambores são silenciados para a realização da obrigação religiosa conduzida por lideranças espirituais, em homenagem aos que vieram antes e à força da cultura afro-pernambucana

Após o ritual, os batuques voltam a ecoar em conjunto, encerrando a cerimônia em um ato coletivo que simboliza resistência, fé e continuidade das tradições.
 


Fonte: EBC Cultura

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Dia de São Jorge é comemorado no Rio de Janeiro

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“23 de abril, dia do santo guerreiro. São Jorge e Ogum, como o santo é cultuado no sincretismo religioso, reúnem uma legião de devotos que celebram a data com festa em todo o estado do Rio de Janeiro.

Desde a madrugada, uma multidão de fiéis se concentra na Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, na zona norte da capital, para festejar o soldado romano, padroeiro do estado, famoso pela lenda de ter matado um dragão.

A programação especial já teve louvor, momentos de oração e espetáculo com 300 drones antes da tradicional missa da alvorada. Durante a manhã e a tarde, estão agendadas outras missas, inclusive com a presença do cardeal arcebispo Dom Orani João Tempesta, além de outras autoridades.

A partir das 16h, os fiéis saem em procissão até a noite, quando as missas retornam. A última será às 19h30

No centro do Rio, em palco montado na Avenida Presidente Vargas, próximo à Igreja de São Jorge na Praça da República, as missas começaram também na madrugada e desde as sete da manhã ocorrem de hora em hora até as 16h.

Às 18h, a celebração de encerramento será presidida pelo cardeal Dom Orani. O padre Celso Copetti lembra que São Jorge dialoga com todas as realidades da vida do povo do Rio de Janeiro:

‘São Jorge é considerado aquele que vence o dragão e o dragão significa o mal, significa as injustiças, as lutas cotidianas. E tem uma matriz africana, sim, porque todos se sentem às vezes excluídos e como nós sabemos que ao longo da história e da cultura carioca também houve momentos difíceis de discriminação. E São Jorge faz parte de toda a vida das comunidades, não importa de que religião, de que igreja, de que cultura nós somos.’


Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2025 – O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O babalorixá Luiz Alberto de Oxóssi, do Candomblé, oferta bençãos a devotos durante as celebrações ao Dia de São Jorge, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Além dos eventos católicos, terreiros de Umbanda e Candomblé abrem suas portas para o toque em homenagem a Ogum, orixá da mitologia iorubá. É ele o senhor da tecnologia e da agricultura, aquele que forja as ferramentas, enfrenta as guerras e protege os trabalhadores.

Diversas feijoadas e rodas de samba em homenagem a São Jorge também estão na agenda da cidade neste 23 de abril. Este é o primeiro ano em que as celebrações ocorrem após o reconhecimento da festa no calendário oficial da capital fluminense.

Fonte: EBC Cultura

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