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Viva Maria: Coletivo Croa leva pulsação do carimbó para o Sul do país

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O intercâmbio cultural entre a Amazônia e o Rio Grande do Sul marca o início de um dos maiores projetos de circulação artística do Brasil. O Coletivo Croa, grupo paraense com 12 anos de estrada, desembarca em Porto Alegre esta semana para apresentar o espetáculo “Corpos de Tambor”.

A performance é uma das 16 selecionadas para a 28ª edição do Palco Giratório (Sesc), que em 2026 prevê uma maratona cultural impressionante. Serão 113 cidades visitadas em todas as regiões, 381 apresentações ao longo do ano, 164 ações formativas (oficinas e debates).

O espetáculo “Corpos de Tambor” é uma imersão na cultura paraense, onde a música e a dança não se separam. Segundo Renan Rosário, diretor artístico do grupo, a obra nasce de uma pesquisa profunda sobre a sonoridade amazônica e a relação do indivíduo com o ritmo.

“Entendemos que o corpo tem uma pulsação própria. É como se tivéssemos um tambor interno que toca dentro da gente”, explica Renan.

Um dos grandes diferenciais do coletivo é o domínio técnico: os artistas tocam instrumentos percussivos e dançam simultaneamente. A trilha sonora é inteiramente autoral e utiliza o curimbó (tambor de Carimbó), instrumento símbolo da identidade do Pará.

Além da performance no palco, o grupo participa do “Pensamento Giratório”, um momento de intercâmbio onde o público pode conhecer os bastidores da pesquisa cênica e audiovisual desenvolvida pelo Coletivo Croa na Amazônia.

Apesar de já ter passado por Salvador e diversas regiões do Arquipélago do Marajó, esta é a primeira vez que o espetáculo circula pela região Sul do país. Para Renan, levar o tambor da “cidade das mangueiras” para Porto Alegre é uma oportunidade de conectar diferentes brasis através da arte independente.

O projeto Palco Giratório segue com atividades na capital gaúcha até sexta-feira (17), servindo como o ponto de partida para a turnê nacional que se estenderá até o final de 2026.


Fonte: EBC Cultura

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Olodum completa 47 anos com festa na Bahia

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Fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (BA), o Olodum se consolidou como um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira.

Os 47 anos dessa referência cultural terão celebração à altura. A programação começa nesta quarta-feira (22) e segue até o próximo domingo (26) com uma série de atividades: visitas guiadas, atividades formativas, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e, claro, apresentação do Olodum no Largo do Pelourinho.

Um dos destaques da agenda de aniversário é o anúncio, na sexta-feira (24), a partir das 10h, na sede do grupo, do tema do Carnaval 2027 e do calendário de ações até os dias da folia do ano que vem. No mesmo dia, será inaugurado oficialmente o Estúdio Fela Kuti, um novo espaço voltado para a produção artística e audiovisual da instituição.

A sexta-feira ainda abre espaço para o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como a Revolta de Búzios, dos Malês, da Chibata e de Zumbi dos Palmares, além de um novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.


O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho
O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho

O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho – Sayonara Moreno/Agência Brasil

No domingo, a partir das 15h, acontece o ensaio especial do Olodum, aberto ao público, celebrando os 47 anos de trajetória no Largo do Pelourinho.

 Além do bloco e da banda, o Olodum também atua como ONG e centro de atividades culturais de caráter sócio-comunitário. O espaço promove o desenvolvimento de projetos em parceria com os governos municipal, estadual e federal, vários deles ligados à educação, cultura, cidadania e letramento racial. O grupo também é integrado por ramificações de teatro, um centro digital e de memória.

A palavra Olodum é de origem yorubá e, no ritual do candomblé, significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior” Olodumaré. Não representa um orixá, mas o Deus criador do Universo.

As cores do grupo formam a base do Pan-africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae: a cor verde representa as florestas equatoriais da África; o vermelho é o sangue da raça negra; o amarelo, o ouro da África; o preto é o orgulho da população negra e o branco, a paz mundial.
 


Fonte: EBC Cultura

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