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Websérie resgata acervo do poeta e dramaturgo Abdias do Nascimento

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Uma websérie lançada nessa segunda-feira (16) resgata todo o trabalho de preservação do acervo do ativista, artista plástico, dramaturgo, poeta e político pan-africano Abdias do Nascimento.

Chamada “Andorinha”, a série está disponível no canal do Ipeafro, Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros no YouTube, e mostra o processo de organização do acervo que guarda a memória de um dos maiores legados da cultura negra do Brasil e dos países da parte sul do planeta.

São cerca de 3.500 livros de sua coleção bibliográfica, 600 obras artísticas e 20 mil imagens no acervo iconográfico. O cotidiano da preservação da memória passa também pelas organizações criadas por Abdias, como o Teatro Experimental do Negro, o Museu de Arte Negra e o próprio Ipeafro.

O nome “Andorinha” foi uma escolha da equipe por simbolizar a força do coletivo. O fato de as andorinhas voarem juntas, de forma sincronizada e por longas distâncias, lutando contra grandes desafios, reflete o trabalho, em rede, do Instituto fundado por Abdias do Nascimento nos anos 1980.

A série inédita, com direção da jornalista Maria Eduarda Nascimento e edição de João Nascimento, é composta por sete episódios, que serão lançados sempre às segundas-feiras, abordando os bastidores e desafios do trabalho dos profissionais para organizar, preservar e, principalmente, difundir o acervo histórico e artístico deixado por Abdias.

Por causa de sua importância, o Acervo Abdias do Nascimento é reconhecido internacionalmente e inscrito no Programa Memória do Mundo da Unesco.

As informações sobre a websérie podem ser encontradas no site ipeafro.org.br e nos perfis do Instituto nas redes sociais.

 


Fonte: EBC Cultura

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Olodum completa 47 anos com festa na Bahia

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Fundado em 25 de abril de 1979, no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador (BA), o Olodum se consolidou como um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira.

Os 47 anos dessa referência cultural terão celebração à altura. A programação começa nesta quarta-feira (22) e segue até o próximo domingo (26) com uma série de atividades: visitas guiadas, atividades formativas, lançamento de materiais pedagógicos, inauguração de novo espaço cultural e, claro, apresentação do Olodum no Largo do Pelourinho.

Um dos destaques da agenda de aniversário é o anúncio, na sexta-feira (24), a partir das 10h, na sede do grupo, do tema do Carnaval 2027 e do calendário de ações até os dias da folia do ano que vem. No mesmo dia, será inaugurado oficialmente o Estúdio Fela Kuti, um novo espaço voltado para a produção artística e audiovisual da instituição.

A sexta-feira ainda abre espaço para o relançamento das cartilhas do Kit Revoltas Negras, com publicações dedicadas a episódios marcantes da história brasileira, como a Revolta de Búzios, dos Malês, da Chibata e de Zumbi dos Palmares, além de um novo kit pedagógico voltado ao ambiente escolar.


O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho
O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho

O Olodum participou da recepção da Tocha Olímpica no Pelourinho – Sayonara Moreno/Agência Brasil

No domingo, a partir das 15h, acontece o ensaio especial do Olodum, aberto ao público, celebrando os 47 anos de trajetória no Largo do Pelourinho.

 Além do bloco e da banda, o Olodum também atua como ONG e centro de atividades culturais de caráter sócio-comunitário. O espaço promove o desenvolvimento de projetos em parceria com os governos municipal, estadual e federal, vários deles ligados à educação, cultura, cidadania e letramento racial. O grupo também é integrado por ramificações de teatro, um centro digital e de memória.

A palavra Olodum é de origem yorubá e, no ritual do candomblé, significa “Deus dos Deuses” ou “Deus maior” Olodumaré. Não representa um orixá, mas o Deus criador do Universo.

As cores do grupo formam a base do Pan-africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae: a cor verde representa as florestas equatoriais da África; o vermelho é o sangue da raça negra; o amarelo, o ouro da África; o preto é o orgulho da população negra e o branco, a paz mundial.
 


Fonte: EBC Cultura

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