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Renato Gaúcho detalha estratégia e parceria com Thiago Silva para duelo crucial com Al-Hilal no Mundial
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O Fluminense está com tudo pronto para seu desafio pelas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Nesta sexta-feira, às 16h (horário de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, o Tricolor carioca enfrenta o Al-Hilal, da Arábia Saudita, em busca de uma inédita vaga na semifinal da competição para o clube. Na coletiva pré-jogo, o técnico Renato Gaúcho trouxe à tona a importância da relação com seus jogadores e, em especial, a parceria com o zagueiro Thiago Silva.
Um momento de virada na partida contra a Inter de Milão, nas oitavas de final, tornou-se símbolo da liberdade e confiança que Renato oferece ao seu elenco. Durante a pausa para hidratação, Thiago Silva sugeriu uma mudança tática: colocar Everaldo e Lima para marcar os laterais adversários e deixar Arias, mais cansado, como referência no ataque. Renato avaliou, debateu com o time e aceitou a ideia, que se mostrou crucial para os últimos 20 minutos de jogo e resultou no segundo gol da vitória por 2 a 0.
“É importante para o treinador ter esse tipo de jogador ou mais de um. Troco bastante ideia com meu grupo e dou essa liberdade para eles. O treinador não vê 100% o jogo. Às vezes o jogador está sentindo algo diferente no campo que pode colocar, ajudar e eu vou analisar ali na hora e ver se é o melhor ou não. Analisei e vi que era a melhor opção”, explicou Renato Gaúcho, ressaltando a importância de ter líderes em campo que possam auxiliar na leitura do jogo. “Por isso é importante ter esse tipo de jogador, liderança para trocar ideias e ajeitar da melhor maneira.”
A sintonia entre Renato e Thiago Silva não é novidade; os dois trabalharam juntos no próprio Fluminense em 2007 e 2008, alcançando o vice-campeonato da Conmebol Libertadores. O reencontro 17 anos depois reforça a química e o entrosamento que o treinador busca em seu grupo.
Questionado sobre a formação tática para o duelo com o Al-Hilal, Renato Gaúcho se esquivou de revelar o esquema, mas deu pistas sobre o que espera do adversário, que tem no ataque jogadores de velocidade como Malcom e Marcos Leonardo.
“O esquema que montei para amanhã é da maneira que acho que podemos nos dar melhor. A gente sabe que o adversário tem muita velocidade, joga muito bem em contra-ataque. Analisei bem e dessa forma armei minha equipe. Esperamos neutralizar da melhor maneira o adversário. Dessa maneira que a gente pensa e que esperamos jogar amanhã”, afirmou o técnico, que também montou um inusitado esquema com três zagueiros contra a Inter, algo inédito em sua atual passagem pelo clube.
Para o Fluminense, a vitória contra o Al-Hilal é essencial. Em caso de empate no tempo normal, a partida seguirá para a prorrogação e, se a igualdade persistir, a vaga será decidida nos pênaltis.
Renato Gaúcho finalizou reforçando a confiança em seu elenco: “O que vale mesmo são as conversas que tenho tido com eles, e tenho recebido uma confiança muito grande. Da maneira que armo o time, troco ideias com alguns jogadores para ver se estão se sentindo bem naquele esquema. Temos um ou dois (esquemas), já trouxemos dois do Brasil. Fizemos outro no último jogo, com três zagueiros.”
A expectativa é alta para ver como a estratégia de Renato Gaúcho e a união do elenco tricolor se traduzirão em campo nesta sexta-feira, em busca de um lugar entre os quatro melhores clubes do mundo.
Fonte: Esportes
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Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
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Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.
A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.
Sobrevivência e Estratégia
A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.
O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.
Drama Local e Pódio Inédito
A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.
Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Feitos Históricos no Pelotão Intermediário
A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.
Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto
Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.
- Kimi Antonelli (Mercedes)
- Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
- Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
- Oscar Piastri (McLaren) +24s261
- Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
- Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
- Pierre Gasly (Alpine) +30s369
- Alexander Albon (Williams) +33s413
- Esteban Ocon (Haas) +37s140
- Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
- Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
- Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
- George Russell (Mercedes) +43s353
- Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
- Franco Colapinto (Alpine) +48s964
Fonte: Esportes
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