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São Paulo suporta pressão em Medellín e conquista empate diante do Atlético Nacional

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Em um confronto recheado de drama e oportunidades perdidas pelos adversários, o São Paulo conseguiu um empate sem gols (0 a 0) contra o Atlético Nacional, nesta terça-feira, no Estádio Atanasio Girardot. O Tricolor paulista suportou um verdadeiro bombardeio colombiano, que incluiu dois pênaltis desperdiçados pelo atacante Cardona e bolas na trave, e leva a decisão da vaga para as quartas de final da Copa Libertadores para o Morumbis.

O jogo

O palco colombiano testemunhou uma equipe do Atlético Nacional que impôs seu ritmo desde os primeiros minutos, cercando a meta são-paulina. Aos 11 minutos, a primeira chance de ouro: Marlos Moreno finalizou e a bola tocou no braço de Ferraresi, resultando em pênalti. Na cobrança, Cardona, o camisa 10, buscou o canto, mas a bola caprichosamente se perdeu pela linha de fundo, para alívio da torcida tricolor.

Apesar do susto, o domínio do Atlético Nacional persistiu. A equipe colombiana rondou a área são-paulina com frequência, e a defesa tricolor precisou se desdobrar, contando com a sorte em alguns momentos. O São Paulo, por sua vez, teve dificuldades para sair em contra-ataques, concentrando seus esforços na solidez defensiva e na busca por brechas pontuais, como a finalização de André Silva que passou longe do gol em uma das poucas subidas.

Segundo tempo

O segundo tempo reforçou a tônica de pressão do Atlético Nacional. Logo nos primeiros minutos, Cardona e Hinestroza testaram a meta tricolor com finalizações perigosas. A frustração colombiana se acentuou quando, em um curto intervalo de tempo, o Atlético Nacional carimbou a trave duas vezes: primeiro em um voleio potente de Marlos Moreno e, na sequência, em uma jogada de velocidade de Hinestroza.

O ápice do drama ocorreu aos 20 minutos da etapa final. Ferraresi cometeu nova infração na área, derrubando Morelos. Mais uma vez, o árbitro apontou para a marca da cal. Novamente Cardona assumiu a responsabilidade. O atacante cobrou com força, mas desta vez, o goleiro Rafael se agigantou, voou para o canto direito e realizou uma defesa espetacular, rechaçando a bola e impedindo o gol que parecia certo. A intervenção de Rafael foi crucial para manter o placar zerado, coroando sua atuação de destaque.

O Duelo de volta: tudo em aberto no Morumbis

Com o empate sem gols na Colômbia, a definição do classificado para as quartas de final ficou para o confronto de volta. São Paulo e Atlético Nacional se reencontrarão na próxima terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Morumbis.

  • Uma vitória simples de qualquer um dos lados garante a classificação.
  • Em caso de um novo empate, independentemente do placar, a vaga será decidida em emocionante disputa por pênaltis.

Antes de definir a vida na Libertadores, as equipes cumprem compromissos por suas ligas nacionais neste sábado: o São Paulo visita o Sport na Ilha do Retiro, enquanto o Atlético Nacional recebe o Fortaleza CEIF em Medellín.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO NACIONAL-COL 0 X 0 SÃO PAULO

Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (COL)
Data: 12/08/2025
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Gustavo Tejera (URU)
Assistentes: Martin Soppi (URU) e Horacio Ferreiro (URU)
VAR: Leodán González (URU)
Cartões amarelos: Ferraresi e Alisson (São Paulo) / Andrés Román e Morelos (Atlético Nacional)

ATLÉTICO NACIONAL: David Ospina; Román, Arias, Tesillo e Cándido; Campuzano e Juan Zapata (Uribe); Hinestroza, Cardona (Billy Arce) e Marlos Moreno (Bauza); Morelos. Técnico: Javier Marcelo Gandolfi

SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cédric Soares, Marcos Antônio (Luan), Bobadilla (Pablo Maia), Alisson (Rodriguinho) e Enzo Díaz; Luciano (Ferreirinha) e André Silva (Lucas). Técnico: Hernán Crespo

Fonte: Esportes

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Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial

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Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.

A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.

Sobrevivência e Estratégia

A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.

O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.

Drama Local e Pódio Inédito

A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.

Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.

Feitos Históricos no Pelotão Intermediário

A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.

Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto

Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.

  1. Kimi Antonelli (Mercedes)
  2. Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
  3. Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
  4. Oscar Piastri (McLaren) +24s261
  5. Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
  6. Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
  7. Pierre Gasly (Alpine) +30s369
  8. Alexander Albon (Williams) +33s413
  9. Esteban Ocon (Haas) +37s140
  10. Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
  11. Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
  12. Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
  13. George Russell (Mercedes) +43s353
  14. Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
  15. Franco Colapinto (Alpine) +48s964

Fonte: Esportes

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