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Atletas de todo o Estado têm até esta quinta-feira (7) para se inscrever no programa de bolsas do Governo de MT

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Atletas de todo o Estado têm até esta quinta-feira (7.8) para se inscrever no edital Bolsa Atleta, que integra o programa OlimpusMT do Governo de Mato Grosso. A seleção pública executada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) conta com investimentos de mais de R$ 5 milhões para atender mais de 500 esportistas da base e do alto rendimento.

Podem concorrer às bolsas atletas praticantes de modalidades individuais e coletivas, como atletismo, ciclismo, karatê, handebol, judô, futsal, natação, wrestling, rugby, voleibol, e várias outras. Também são inclusas as modalidades paradesportivas, a exemplo do goalball, futebol de cegos, atletismo adaptado, natação e judô paralímpicos e tênis em cadeira de rodas.

As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, por meio de formulário eletrônico disponível no site da Secel (link aqui). Entre os documentos obrigatórios estão declarações de prática esportiva e de resultados emitidos por entidades estaduais e nacionais de administração de desporto, portfólio e planejamento de atividades esportivas.

Com bolsas mensais que vão de R$ 200 a R$ 800, os atletas de base são divididos em três categorias: Infantil, Base e Estudantil. Outras duas categorias atendem os esportistas de alto rendimento, a Nacional e a Internacional, que compreendem valores de R$ 1,2 mil e de R$ 2 mil por mês, respectivamente.

Em todas as categorias, a seleção pública prevê que 20% das bolsas sejam reservadas a atletas com deficiência. O auxílio mensal da Bolsa Atleta é oferecido durante 12 meses.

Acesso ao edital e formulário de inscrição: www.secel.mt.gov.br/w/edital-008/2025/secel-bolsa-atleta-mt-2025

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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