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Cavalaria da PM prende dois suspeitos e apreende quatro menores por tráfico de drogas em Nova Mutum

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Policiais militares da Cavalaria da PM de Nova Mutum prenderam dois suspeitos, de 19 e 18 anos, e apreenderam quatro adolescentes, na noite deste sábado (21.2), por tráfico ilícito de drogas, no município. Com o grupo, foram encontradas porções de entorpecentes análogas à maconha, cocaína e pasta base, além de dinheiro em espécie e diversos aparelhos celulares.

A ocorrência foi registrada por volta das 21h32, no bairro Bela Vista, em Nova Mutum. Durante rondas ostensivas, a equipe da Cavalaria visualizou dois indivíduos que demonstraram nervosismo ao perceber a aproximação policial, motivando a abordagem.

Na revista pessoal, os militares localizaram com um dos suspeitos uma porção de substância análoga à maconha, um invólucro com substância análoga à pasta base de cocaína e R$ 180,00 em dinheiro.

Questionado, o suspeito confessou que comercializava entorpecentes e indicou que havia mais drogas em seu quarto, em uma kitnet nas proximidades.

No local, os policiais encontraram outros quatro suspeitos, três adolescentes do sexo masculino e uma adolescente do sexo feminino.

Durante buscas no interior do imóvel, foram apreendidos uma porção grande de maconha escondida dentro de um violão, 11 pinos com substância análoga à cocaína, duas porções de pasta base, uma porção adicional de cocaína, além de uma pequena porção de maconha.

Também foram apreendidos mais R$ 270,00 em espécie, totalizando R$ 450,00, 11 aparelhos celulares de diferentes marcas e um prato com resquícios de substância análoga à cocaína, utilizado para o preparo da droga.

Diante dos fatos, os dois maiores de idade receberam voz de prisão e os quatro menores foram apreendidos. Todos foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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