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Central Estadual de Transplantes realiza captação de cinco órgãos em Nova Mutum

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A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou a primeira captação de múltiplos órgãos de 2026, no Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum, no último sábado (21.2). O procedimento teve início às 10h14 e acabou às 11h45, com a captação de um fígado, dois rins e duas córneas.

“Parabéns à equipe da Central Estadual de Transplantes, que não mede esforços para que o processo seja concluído com sucesso, e a todos os profissionais envolvidos neste trabalho de excelência. Graças ao gesto de solidariedade de uma família enlutada, será possível salvar a vida de cinco pessoas”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Houve a participação de três equipes captadoras de órgãos e tecidos, sendo uma equipe de São Paulo e duas equipes de Cuiabá (Hospital São Mateus e Banco de Olhos de Cuiabá).

A captação ainda teve o apoio logístico do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Corpo de Bombeiros de Nova Mutum.

“A Central Estadual trabalha com muitos parceiros e isso é fundamental para o sucesso da operação. Agradecemos a cooperação de todos que fizeram parte desta captação, especialmente a família doadora, pelo nobre gesto de salvar vidas”, disse a secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.

Segundo a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, a dedicação e o comprometimento de cada um foram fundamentais para alcançar este resultado incrível.

“Foi uma verdadeira força-tarefa em prol da vida. É muito importante que a população mato-grossense se conscientize que doar órgãos é um compromisso com a humanidade e com a continuidade da vida. O presente mais valioso que você pode dar a alguém é o dom da vida”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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