Mato Grosso
Corpo de Bombeiros ativa serviço de atendimento pré-hospitalar intermediário em Cáceres nesta terça-feira (7)
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realiza, nesta terça-feira (07.10), às 9h, a solenidade de ativação do Serviço de Suporte Intermediário de Atendimento Pré-Hospitalar no município de Cáceres (a 218,4 km de Cuiabá). O evento ocorrerá na sede da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM), localizada no próprio município.
Com a ativação desse serviço, o Corpo de Bombeiros Militar reforça o atendimento a ocorrências de urgência e emergência, oferecendo uma resposta mais rápida e eficiente à população, com profissionais capacitados e equipamentos adequados para suporte pré-hospitalar intermediário.
A solenidade contará com a presença do secretário de Estado de Segurança Pública, coronel BM César de Augusto Camargo Roveri, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, e a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato. Participam ainda a comandante do 5º Comando Regional de Bombeiros Militar (5º CRBM), tenente-coronel BM Sheila Sebalhos Santana, entre outras autoridades civis e militares convidadas.
Serviço | Corpo de Bombeiros ativa serviço de atendimento pré-hospitalar intermediário em Cáceres
Data: Terça-feira (7.10)
Horário: 9h
Local: 2ª CIBM – Via dos Bandeirantes, nº 800, Bairro DNER, Cáceres, MT
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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