Mato Grosso
Corpo de Bombeiros combate incêndio em barracão de resíduos de grãos
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, nesta quarta-feira (18.2), um incêndio em um barracão utilizado para armazenamento de resíduos de grãos destinados à produção de silagem para bovinos, em uma propriedade localizada em Confresa (a 1.160 km de Cuiabá).
A equipe do 2º Núcleo de Bombeiro Militar foi acionada por volta das 7h50 e prontamente se deslocou até o local. Ao chegar, os militares constataram que o fogo ocorria na parte inferior do montante armazenado, a aproximadamente cinco metros de profundidade. Para possibilitar a visualização e o acesso ao foco, foi necessária a quebra parcial de uma parede lateral do barracão, permitindo a identificação das chamas em combustão interna.
Devido à profundidade e às características do incêndio, foi solicitado apoio de maquinário pesado, sendo empregadas uma escavadeira e uma minicarregadeira.
A escavadeira iniciou a retirada da parte não atingida, criando acesso ao foco principal e reduzindo a carga de combustível, momento em que foi possível visualizar claramente as chamas. Em seguida, a minicarregadeira removeu o conteúdo em combustão para uma área aberta, onde foi realizado o combate direto e o resfriamento contínuo.
Durante toda a operação, a equipe realizou o resfriamento com jatos de água, a abertura de acessos com ferramentas manuais, além do controle e do monitoramento da propagação do fogo, em trabalho integrado com os funcionários da propriedade.
Foram utilizados aproximadamente 10 mil litros de água nas ações de combate e rescaldo, até a completa extinção e eliminação de focos residuais.
Os bombeiros orientaram os responsáveis pela propriedade quanto à necessidade de monitoramento contínuo nos dias subsequentes, considerando o grande volume de resíduos compactados e o risco de reignição, já que esse tipo de material é altamente suscetível à combustão interna espontânea. Não houve registro de vítimas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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