Mato Grosso
Corpo de Bombeiros localiza corpo de jovem que se afogou no Rio Branco
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou, na noite de desta terça-feira (17.2), o corpo de um jovem de 21 anos, vítima de afogamento no Rio Branco, no município de Ipiranga do Norte (a 439 km de Cuiabá).
A equipe do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM) foi acionada por volta das 17h30, pela Polícia Militar, para atender a ocorrência.
Conforme as informações repassadas, o jovem estava acompanhado de dois amigos quando entrou no rio e submergiu. Os colegas ainda tentaram resgatá-lo, mas não obtiveram êxito.
No local, os bombeiros realizaram a avaliação de risco, considerando as condições da correnteza, profundidade e visibilidade da água, além da segurança da equipe. Após a análise do cenário, foram iniciadas as buscas subaquáticas.
Foram realizados dois mergulhos, atingindo cerca de seis metros de profundidade. No segundo mergulho, o corpo da vítima foi localizado submerso, a aproximadamente 20 metros do ponto indicado como provável local do afogamento.
Após o resgate, o corpo foi entregue à Polícia Civil e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais cabíveis. A Polícia Militar permaneceu no local prestando apoio durante toda a ocorrência.
Orientações
O CBMMT reforça a orientação para que banhistas evitem entrar em rios e locais desconhecidos, atentem-se à profundidade e à força da correnteza e nunca nadem sozinhos, especialmente em áreas sem a presença de guarda-vidas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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