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Corpo de Bombeiros realiza rescaldo após incêndio em caminhão bitrem e socorre vítima de acidente com caminhonete

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, nesta quarta-feira (11.2), uma ocorrência de incêndio em um caminhão bitrem e um acidente envolvendo uma caminhonete em diferentes regiões de Confresa (1.058 km de Cuiabá).

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 12h. A equipe do 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionada para combater um incêndio em um caminhão bitrem, em uma fazenda localizada às margens da BR-158. Ao chegar ao local, os militares constataram que o incêndio estava controlado.

Segundo informações repassadas pelo solicitante, um dos pneus do veículo estourou e causou aquecimento excessivo no sistema de freios, dando início a um princípio de incêndio.

Antes da chegada da equipe, civis que estavam no local utilizaram extintores e conseguiram controlar as chamas. O cavalinho foi desacoplado da carga, evitando a propagação do fogo. Os bombeiros realizaram o rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes, juntamente com o proprietário do veículo, que efetuava o resfriamento com uma mangueira de jardim. Não houve registro de vítimas.

Já a segunda ocorrência foi registrada por volta das 15h43, nas proximidades do trevo da Estrada da Barulho. Os bombeiros foram acionados pela Polícia Militar para atendimento a uma vítima de acidente de trânsito envolvendo uma caminhonete.


Ao chegar ao local, a equipe realizou a avaliação de segurança da cena e, em seguida, procedeu com o socorro à vítima, seguindo os protocolos de Atendimento Pré-Hospitalar (APH). Após os procedimentos iniciais e a devida estabilização, a vítima foi conduzida na viatura UR-614 ao Hospital Municipal de Confresa.

Fonte: Governo MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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