Mato Grosso
Desenvolve MT amplia acesso ao crédito e impulsiona empreendedores no interior do estado
Mato Grosso
A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso encerrou o período de janeiro a novembro de 2025 com resultados expressivos na ampliação do acesso ao crédito e no fortalecimento do empreendedorismo em todas as regiões do estado. No total, foram liberados R$70 milhões em financiamentos, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento econômico e social dos municípios mato-grossenses.
Cuiabá liderou o volume de liberações, com R$31,5 milhões, impulsionada pela concentração populacional e pelo maior número de empreendedores. Na sequência aparecem Várzea Grande, com R$7,3 milhões, e Rondonópolis, com R$7,1 milhões. Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Sorriso e Sinop também se destacaram pelo volume de operações.
A atuação da Agência alcançou ainda cidades entre 50 mil e 100 mil habitantes, como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Barra do Garças, Alta Floresta e Cáceres, ampliando o alcance das linhas de crédito e fortalecendo negócios locais.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Lucas do Rio Verde, Welligton Willen Nogueira Souto, a parceria com a Desenvolve MT tem sido fundamental para impulsionar os pequenos negócios no município.
“Já percebemos resultados claros na cidade: novos empreendimentos surgindo, empresas ampliando suas atividades e um ambiente econômico mais dinâmico e confiante. Essa colaboração tem sido uma ferramenta importante para apoiar quem produz e construir uma cidade cada vez mais competitiva e empreendedora”, expressou o secretário.
A Agência também registrou crescimento significativo de mais de 20% na liberação de crédito para municípios com até 50 mil habitantes. Juara, Campo Verde, Poconé, Barra do Bugres e Água Boa se destacaram pelo aumento no número de operações e subiram no ranking dos municípios que mais tomaram crédito em comparação a 2024 nessa categoria.
Juara, por exemplo, ampliou suas liberações de R$71 mil, entre janeiro e novembro de 2024, para R$1,6 milhão em 2025. Neste ano, o empreendedor Jorge Duarte concluiu as obras do Hortifruti Vovó Vaci com apoio da linha Desenvolve Empresarial. O projeto, que envolve cultivo de hortaliças com controle de temperatura, umidade e irrigação por água tratada, só foi possível graças ao financiamento.
“Se não tivéssemos conseguido esse recurso, não teríamos executado essa obra, que é muito importante não só para nós, mas para toda a região. A Desenvolve MT financiou cerca de 75% do projeto, e o restante foi recurso próprio. Assim conseguimos concluir a obra e já estamos produzindo. Esse sistema criado pelo Governo do Estado para apoiar o empreendedor é muito bom”, destacou Jorge.
Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman Benicio, a estratégia de descentralização do atendimento e o fortalecimento das parcerias municipais têm sido essenciais para ampliar o alcance das linhas de crédito e valorizar o trabalho dos agentes de crédito.
“Os agentes de crédito municipais são o primeiro ponto de contato com quem busca financiamento no interior. Eles orientam sobre as linhas disponíveis, auxiliam no cadastro e acompanham todo o processo, aproximando os empreendedores das soluções que impulsionam o desenvolvimento dos municípios”, explica Mayran.
Em 2025, a Desenvolve MT consolidou 71 parcerias nos municípios, entre prefeituras, associações comerciais, Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) e conselhos. Entre janeiro e novembro foram realizadas 46 capacitações de agentes de crédito, garantindo mais agilidade, proximidade e eficiência no atendimento aos empreendedores.
Os resultados reforçam o papel da Desenvolve MT como agente estratégico para o crescimento sustentável de Mato Grosso. Ao ampliar o acesso ao crédito, fortalecer parcerias e qualificar agentes locais, a Agência contribui diretamente para a geração de emprego, renda e novas oportunidades de negócios em todas as regiões do estado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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