Mato Grosso
Dois homens são presos em Cuiabá após serem identificados por câmeras do Vigia Mais MT
Mato Grosso
Dois homens foram presos neste final de semana em Cuiabá com o auxílio do sistema de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT, que integra câmeras de videomonitoramento em todo o estado. Ambos possuíam mandados de prisão em aberto.
O caso mais recente ocorreu no sábado (1º.11), às 16h22, na Rua 13 de Junho, região central da capital. O suspeito foi identificado pelo sistema de reconhecimento facial do Vigia Mais MT, e a checagem confirmou um mandado de prisão por estupro de vulnerável. As informações foram imediatamente repassadas ao 1º Batalhão da Polícia Militar, que realizou a abordagem.
Mais cedo, no mesmo dia, às 15h32, outro homem foi localizado em um shopping center de Cuiabá. Ele também foi identificado pelas câmeras do programa, que apontaram um mandado de prisão por tráfico de drogas. O videomonitoramento levantou informações junto à equipe de segurança do local e constatou que o suspeito estava em um café do shopping. A ocorrência foi repassada às guarnições da região do Bosque da Saúde, que efetuaram a abordagem. O indivíduo se recusou a se identificar e não portava documentos.
Os dois homens foram encaminhados à Delegacia da Polícia Judiciária Civil (PJC) para as providências legais.
Vigia Mais MT
O Programa Vigia Mais MT já conta com mais de 15 mil câmeras integradas ao sistema de videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). A iniciativa está presente em 128 municípios mato-grossenses, fortalecendo a atuação integrada entre as forças de segurança do Estado.
Com o uso de tecnologias avançadas, como o reconhecimento facial e a leitura automática de placas (OCR), o programa tem contribuído de forma decisiva para a prevenção e elucidação de crimes, além de garantir respostas mais rápidas às ocorrências. Desde a sua implantação, mais de 70 prisões já foram realizadas com o apoio direto do sistema, consolidando o Vigia Mais MT como uma das ferramentas mais eficientes de segurança pública no país.
*Sob supervisão de Alecy Alves
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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