Mato Grosso

Governo supera meta e chega a 6.189 km de rodovias asfaltadas desde 2019

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O Governo de Mato Grosso já asfaltou 6.189 quilômetros de rodovias em todo o Estado. Esse número inclui o asfalto executado em rodovias estaduais e também aqueles que foram executados em estradas vicinais, por meio de convênios com prefeituras e associações.

O número supera a meta estabelecida pela atual gestão e representa um recorde para Mato Grosso. A previsão é que até o fim de 2026, o Estado terá feito em oito anos mais asfalto do que havia sido feito em todas as gestões anteriores.

O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, afirma que a Sinfra-MT trabalha com o desafio de acompanhar o desenvolvimento de Mato Grosso, mas também ajuda a proporcionar novas oportunidades.

“Toda vez que nós asfaltamos uma estrada, nós possibilitamos o desenvolvimento daquela região, com a chegada da agricultura”, explica. A produção de grãos em Mato Grosso quase dobrou desde 2018, acompanhando também a melhoria na infraestrutura das estradas.

As obras realizadas pelo Governo estão espalhadas em todas as regiões de Mato Grosso. São obras estruturantes, como o asfalto para a MT-140 e MT-130, que criam novos corredores de transporte entre as regiões norte e sul, ou a MT-242, que liga o leste até o oeste.

Mas também são obras que tiram municípios do isolamento, como a MT-129 em Gaúcha do Norte, ou a MT-206 em Apiacás, que garantiram que essas cidades passassem a ter um acesso por via asfaltada e se conectassem com o restante da malha rodoviária estadual.

“A população sempre será a maior beneficiada por uma estrada asfaltada. O asfalto vai ajudar no transporte escolar, no atendimento de emergências, na prestação de serviços de saúde e no deslocamento diário dos cidadãos”, afirma o secretário Marcelo Oliveira.

O governo realizou obras para asfaltar rodovias nas maiores cidades, como a MT-402 que liga Cuiabá até o Coxipó do Ouro, mas também nas menores cidades, como a MT-100, que liga Araguainha até Alto Araguaia e Barra dos Garças.

Asfalto Recuperado

O Governo de Mato Grosso também recuperou 3.732 km de rodovias desde 2019. O trabalho de recuperação é fundamental para garantir a segurança dos motoristas, principalmente no caso de rodovias mais antigas ou que sofrem com o desgaste provocado pelo trânsito de veículos pesados.

Pensando no futuro, a Sinfra tem mais 910 km de asfalto novo em execução e outros 1.270 sendo recuperados.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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