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Hospital Regional de Sinop realizou 4.469 cirurgias em 2025

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O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 4.469 cirurgias de janeiro a novembro deste ano, sendo 2.491 procedimentos eletivos e 1.978 procedimentos de urgência. Em 2024, haviam sido realizadas 4.433 cirurgias durante todo o ano.

A unidade também realizou 8.370 exames de janeiro a novembro de 2025, sendo 5.815 exames de radiologia. A tomografia computadorizada foi o segundo procedimento mais realizado, com 711 exames, seguida da ecocardiografia, com 474 registros.

“O Hospital Regional de Sinop é referência na região Norte de Mato Grosso e conseguiu aumentar o número de cirurgias neste ano, em comparação com o ano passado, mesmo considerando apenas os dados até novembro. Isso só demonstra a eficiência da gestão estadual”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Ainda foram realizadas 15.781 consultas eletivas de janeiro a novembro deste ano, sendo 5.178 das especialidades de ortopedia e traumatologia, 1.932 de cirurgia geral e 1.652 consultas de oftalmologia.

Segundo o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, a unidade é referência no acolhimento às vítimas de violência em sua Sala Lilás, criada em agosto de 2023, mês da campanha nacional de conscientização e combate à violência doméstica e ao feminicídio.

“Só neste ano, de janeiro a 16 de dezembro, a Sala Lilás do Hospital Regional de Sinop atendeu 20 vítimas. O local oferece atendimento com profissionais experientes para realizar um acolhimento humanizado, sigiloso e integrado a mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, garantindo a preservação da identidade das pacientes”, informou.

O diretor do hospital, Jean Alencar, destacou que a unidade retomou a realização de captações de órgãos em outubro deste ano, em parceria com a Central Estadual e o Sistema Nacional de Transplantes, e já realizou o segundo procedimento em novembro e o terceiro em dezembro. As perspectivas para a área são ainda melhores para 2026.

“Nossa equipe foi muito bem capacitada ao longo deste ano para acolher as famílias de potenciais doadores e convencê-las a salvar vidas. O hospital segue todo o protocolo de exames necessários para o fechamento do diagnóstico de morte encefálica, essencial para que as captações possam ocorrer e, assim, contribuir com essa política. Isso é motivo de orgulho para nós”, destacou.

Em 2026, o local será o primeiro hospital regional do Estado a realizar uma pesquisa científica com o uso de células-tronco de pacientes. O início do estudo já foi aprovado pela Escola de Saúde Pública (ESP-MT), também da SES.

“Foi uma iniciativa da própria equipe de neurocirurgia trazer esse projeto de pesquisa para ser desenvolvido no hospital. Nós temos profissionais que hoje são referência na área de atuação deles”, concluiu o diretor.

Saiba mais sobre o Hospital Regional de Sinop

O Hospital Regional de Sinop, que completou 11 anos de fundação em dezembro de 2025, passa por reforma para melhorar o espaço para os trabalhadores, abrir mais leitos e atender melhor a população da região. A obra já está com mais de 90% de execução, com investimento previsto de R$ 25,3 milhões.

A unidade possui cinco salas cirúrgicas e 100 leitos, sendo 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto, 10 leitos de UTI pediátrica, 15 leitos de Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCI), 20 leitos exclusivamente ortopédicos, 18 leitos de clínica médica e 15 leitos voltados para procedimentos cirúrgicos gerais.

O hospital atende nas especialidades de neurocirurgia, cirurgia vascular, UTI e UCI pediátricas, UTI adulto, oftalmologia, anestesiologia, clínica médica, emergência, cardiologia, neurologia e cuidados paliativos, tanto em média quanto em alta complexidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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