Mato Grosso
“Mais de 90% das mulheres que descobrem o câncer de mama no início tem possibilidade de cura”, afirma oncologista
Mato Grosso
O oncologista e mastologista, Eduardo Garcia de Arruda, destacou que o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, é essencial para a sensibilização de mulheres sobre a realização de exames preventivos e regulares.
A declaração ocorreu durante entrevista em uma ação de atendimentos na unidade móvel de Saúde da Mulher, no Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá.
“O outubro rosa é um período de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, essa conscientização é importante para que as mulheres tenham um diagnóstico precoce e com isso a gente tem a oportunidade de cura. Dados mostram que mais de 90% das mulheres que descobrem o câncer de mama no início tem possibilidade de cura”, destacou.
O oncologista ainda ponderou os fatores que contribuem para o surgimento desse tipo de câncer comum entre as mulheres. “Existe o fator genético, mas ele não é o principal, ele se trata de um câncer multi fatorial. Obesidade, má alimentação, tabagismo, etilismo, sedentarismo são um dos vários fatores que levam à probabilidade do surgimento do câncer”, afirmou.
O especialista enfatizou que o autoexame, assim como os exames de imagem, é importante para a detecção precoce do câncer.
“O autoexame é importante para que a mulher conheça o corpo dela, então durante o banho, ela deve fazer o toque, e se sentir alguma alteração, um nódulo ou alguma retração da pele, ela deve procurar um médico. Mas, o mais importante, são os exames de imagem, que no caso é a mamografia e a ultrassom da mama, dependendo da faixa etária da mulher”, ressaltou.
O Outubro Rosa também engloba o câncer de colo de útero, por isso, o oncologista destaca os sinais de alerta para esse tipo de câncer. “Quando falamos em câncer [de colo de útero], os sintomas são tardios, e com o descobrimento tardio nós fazemos um diagnóstico avançado. Por isso, a necessidade da prevenção oncológica, no caso da mulher, em começar cedo a prevenção dos cânceres de mama e ginecológicos, que podem ser no útero, colo do útero e ovário”, afirmou.
Para a mulher, o esquema anual é realizar a mamografia, ultrassom da mama, preventivo e o ultrassom transvaginal regularmente.
“A idade para começar a fazer a mamografia regularmente é a partir de 40 anos, mas, se você tem familiar, como mãe ou irmã, portador da doença, essa investigação pode começar antes. A investigação é individualizada, se a paciente tem sintoma ela tem que procurar um médico porque a patologia não escolhe a idade, mas a partir dos 40 anos aumentam as chances de câncer”, informou.
A servidora Luciane Sales, de 48 anos, declarou que sempre participa da campanha e também destacou a relevância do autocuidado da mulher.
“Eu faço aqui na Santa Casa porque todo ano tem essa disponibilidade, o atendimento é ótimo porque a gente faz, aqui mesmo, os exames, a consulta e o acompanhamento. Eu acredito que nós mulheres temos que nos cuidar e não esperar acontecer, não deixar para última hora. Se sentir uma dor ou desconforto, vamos fazer o preventivo independente do mês. Com o diagnóstico precoce a gente pode alcançar até a cura”, declarou.
Hospital Estadual Santa Casa atende servidoras do Estado
Em campanha especial para o Outubro Rosa, o Hospital Estadual Santa Casa oferece consultas médicas e exames preventivos para servidoras do Estado de Mato Grosso.
As consultas serão realizadas no ambulatório do Hospital Estadual Santa Casa, nas quintas-feiras de outubro, com agendamento prévio, presencial ou pelo WhatsApp (65) 98433-0913.
*Sob a supervisão de Ana Lazarini
Mato Grosso
Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já
Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Cuiabá22 horas atrásOperação Tolerância Zero interdita oficina e apreende motos irregulares em Cuiabá
-
Polícia1 dia atrásPolícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios
-
Mato Grosso19 horas atrásEscravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
-
Esportes15 horas atrásInter vira sobre o Athletic e abre vantagem na Copa do Brasil
-
Mato Grosso22 horas atrásPrazo para pagamento da taxa de inscrição termina nesta quarta (22)
-
Política14 horas atrásCâmara aprova Estatuto do Aprendiz
-
Entretenimento1 dia atrásPoliana Rocha celebra aniversário intimista de Zé Felipe com churrasco em família
-
Agricultura1 dia atrásChina confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

