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Obras na Prainha avançam e trecho atual deve ser concluído na próxima semana

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As obras de correção do sistema de drenagem na Avenida Tenente-Coronel Duarte, mais conhecida como Prainha, no Centro de Cuiabá, continuam em execução pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), em parceria com a concessionária Águas Cuiabá.

Os trabalhos atualmente são executados na pista sentido Centro–Porto, que está totalmente interditada, com desvios organizados pelas Ruas 13 de Junho e Dom Bosco. A previsão é que, a partir do dia 14 de fevereiro, os trabalhos para recuperação das erosões comecem na pista contrária, que vai no sentido do CPA.

Ainda nessa região, o Consórcio Integra BRT está realizando as travessias de tubulações, a concretagem da base das estações e trabalhando no reforço do subleito da pista.

Outros serviços previstos para a próxima semana incluem o recapeamento do trecho entre a Ilha da Banana e a Praça Ipiranga, a aplicação de nova capa de asfalto próximo ao Shopping Popular e serviços de drenagem na Avenida XV de Novembro.

Devido a esses serviços, os motoristas precisam permanecer atentos, porque poderão haver interdições parciais, com uma faixa bloqueada para operação de máquinas e trabalhadores.

A atenção também deve ser redobrada no trecho em frente ao supermercado Comper e à Sefaz, na região do Centro Político. Nesse trecho, serão realizadas interdições de faixa para travessia de tubulações e equipamentos. Ainda nesse trecho, os trabalhos avançam com a concretagem da ciclovia.

Complexo Leblon

As obras do Complexo Leblon seguem sem alterações nos trechos interditados, com o trânsito fluindo em meia pista no trecho entre o Viaduto da Avenida do CPA e o Todimo Lar Center, e com bloqueio logo após a rotatória da Rua Boa Vista.

Para a próxima semana, os trabalhos prosseguem com execução de muros de contenção da Trincheira da Rua Boa Vista, perfuração de estacas do viaduto em frente ao Todimo, além de execução de aterros e contenções.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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