Mato Grosso

Participação de operadores e prefeituras garante resultados concretos para Mato Grosso

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A presença de Mato Grosso no 9º Salão Nacional do Turismo trouxe resultados efetivos para operadores, prefeituras e comunidades indígenas do estado, consolidando contatos, parcerias e até a comercialização de produtos culturais, como o café indígena Massepô. O evento, realizado e São Paulo, entre os dias 21 a 23 de agosto, permitiu que municípios apresentassem seus atrativos, empresas ampliassem suas redes de clientes e comunidades indígenas fortalecessem o etnoturismo no estande de Mato Grosso.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Turismo de Barra do Bugres, Wesley Oenning, destacou a importância da participação da região da IGR das Nascentes. A Instância de Governança Regional (IGR) reúne municípios para organizarem o turismo regional por meio de ações conjuntas entre os empresários do setor e as prefeituras.

“Tivemos ótimos contatos com agências e pessoas interessadas em conhecer Mato Grosso. Posicionamos seis municípios como roteiro turístico e queremos repetir essa experiência para divulgar ainda mais nossos atrativos nacional e internacionalmente. O recado para outras prefeituras é: levantem seus potenciais turísticos e participem das feiras de turismo, o retorno é muito maior que o investimento”, afirmou.

A secretária adjunta de Turismo do estado, Maria Letícia Arruda, reforçou a relevância de Mato Grosso estar presente nesses eventos.

“Além de divulgar nossos atrativos, essas feiras funcionam como um elo entre empresários, operadores e potenciais parceiros, facilitando a realização de parcerias estratégicas que impulsionam o setor e fortalecem toda a cadeia do turismo”, disse.

O etnoturismo foi um dos destaques do evento. O cacique Felisberto de Souza Cupudunepá, da etnia Balatiponé-Umutina, de Barra do Bugres, comemorou resultados concretos.

“Fechamos a comercialização do café da nossa comunidade até o final do ano e firmamos parcerias com agências e guias de turismo. Isso fortalece a cultura do nosso povo e alavanca o etnoturismo da região”.

Empresas e operadores também registraram ganhos significativos. Afra Miranda, CEO da Pantanal Wild Safaris, afirmou que o evento gerou múltiplos contatos internacionais e oportunidades de novos pacotes turísticos.

“Conseguimos mais de três clientes em potencial, incluindo um da África do Sul, além de oportunidades para lançar novos pacotes turísticos do Mato Grosso. Sem o estande do estado, não conseguiríamos divulgar nossos produtos nem gerar essas oportunidades”.

O proprietário da Eva Tour, Ademar Gomes Laurindo, de Campo Novo do Parecis, também celebrou os resultados. Ele foi o único selecionado pelo Ministério do Turismo para comercializar pacotes para o Estado no Feirão Nacional do Turismo.

“Estabelecemos novos parceiros e iniciamos negociações que podem se transformar em vendas futuras. Participar da feira foi fundamental para ampliar nossos roteiros e fortalecer nossas relações comerciais”.

Fonte: Governo MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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