Mato Grosso

Polícia Civil identifica e prende dupla suspeita de homicídio em Aripuanã

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A Polícia Civil identificou e prendeu, em poucas horas, dois homens suspeitos de matarem Marcos Antônio Gonçalves, de 56 anos, na tarde desse domingo (8.2), em Aripuanã.

Logo após ser acionada, uma equipe da Delegacia de Polícia Civil do Município foi até o local dos fatos, onde foi realizado o isolamento e a preservação da cena do crime, dando início às diligências investigativas, com intuito de identificar e prender os suspeitos envolvidos no crime.

Com emprego de diversas técnicas investigativas, os policiais conseguiram reconstruir a dinâmica criminosa, identificar o autor dos disparos, um homem de 27 anos, bem como sua localização, e efetuar sua prisão. Além do suspeito responsável pelos disparos, a Polícia Civil também prendeu outro homem, de 22 anos, suspeito de participar no crime.

Ambos foram presos, em flagrante, e conduzidos à Delegacia de Polícia, permanecendo à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para o esclarecimento completo dos fatos e a apuração de eventual participação de outros envolvidos.

O crime

Por volta das 14h30, de 8 de fevereiro, a Polícia Civil foi acionada para atendimento de ocorrência de homicídio consumado, na cidade.

Ao chegarem no local, os policiais encontraram cápsulas e projéteis de arma de fogo, além do corpo da vítima, identificada por Marcos Antônio Gonçalves, de 56 anos, sem sinais vitais.

De acordo com informações levantadas no local, dois indivíduos suspeitos aproximaram-se da residência da vítima, em uma motocicleta. Em seguida, um deles seguiu até a casa da dela, enquanto o segundo permaneceu aguardando em ponto próximo ao imóvel.

Em determinado momento, um dos suspeitos atirou contra o padrão da casa, em seguida, a vítima, saiu do seu interior, também munido de uma arma de fogo. Houve troca de tiros entre eles.

A vítima acabou caindo ao solo, momento que o suspeito finalizou a execução.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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