Mato Grosso

Polícia Militar apreende três espingardas e 93 munições em distrito de Itiquira

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Mato Grosso

A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem, de 30 anos, por porte ilegal de arma de fogo e direção perigosa, na noite deste sábado (13.12), no distrito de Ouro Branco do Sul, no município de Itiquira. Na ação, foram apreendidas três espingardas e 93 munições. Um veículo furtado foi recuperado.

Durante patrulhamento pelo distrito, a equipe policial flagrou dois homens, em um veículo Fiat Strada e em uma motocicleta Honda XR, em atitude suspeita. Ao perceberem a aproximação dos militares, os suspeitos fugiram em alta velocidade, dando início a uma perseguição.

Em determinado momento, os militares conseguiram capturar o motociclista. Durante a abordagem, ele se identificou como integrante de uma facção criminosa. Em seguida, o condutor do Fiat Strada retornou ao local e tentou atropelar os militares, momento em que foram efetuados disparos de arma de fogo.

A equipe militar iniciou uma nova perseguição e, logo depois, o condutor do Fiat Strada perdeu o controle do veículo em uma curva e capotou. O motorista e outras pessoas que estavam no interior do carro fugiram para uma região de mata. As buscas continuam para a captura dos suspeitos.

Durante a busca no veículo, foram encontradas três espingardas, de calibres .20 e .36, oito munições de calibre .22 e 85 munições de calibre .38.

No local, compareceu um homem que relatou que seu veículo Fiat Strada havia sido furtado enquanto participava de uma confraternização em uma chácara. Ele afirmou que as armas e munições não são de sua propriedade. O material e os veículos foram apreendidos e encaminhados ao Núcleo de Polícia Militar do município para as providências cabíveis.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar em qualquer cidade do Estado, sem necessidade de identificação, por meio do 190 ou do 0800 065 3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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