Mato Grosso
Politec supera 70 mil laudos concluídos entre janeiro a novembro de 2025
Mato Grosso
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) entregou mais de 70 mil laudos periciais entre janeiro e novembro de 2025, emitidos nas áreas de Medicina Legal, Laboratório Forense e Criminalística em Cuiabá e nas regionais do interior.
O resultado demonstra o comprometimento das equipes periciais e o papel essencial da instituição na produção de provas que subsidiam as investigações policiais e o trabalho do Judiciário.
Na capital, foram 29.138 laudos concluídos, distribuídos entre Medicina Legal (13.961), Laboratório Forense (7.036) e Criminalística (8.141). Já as unidades do interior totalizaram 41.110 laudos, sendo 26.576 da área de Medicina Legal, 6.522 de Laboratório Forense e 8.012 de Criminalística.
Entre os municípios do interior, Rondonópolis se destacou com o maior volume de análises concluídas nos três âmbitos, seguido por Sinop e Tangará da Serra.
Os laudos produzidos pela Politec abrangem desde exames de toxicologia e química forense, até investigações de mortes violentas, violência sexual, necropsias, lesões corporais e crimes contra o patrimônio.
Esse trabalho técnico-científico é essencial para a produção de provas materiais, garantindo confiabilidade às investigações e contribuindo diretamente para a Justiça e segurança pública.
O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, destacou que os números refletem o compromisso dos servidores com a sociedade e o papel essencial da perícia oficial na busca pela verdade.
“Cada laudo representa uma resposta técnica e científica que contribui para o esclarecimento de fatos, traz justiça às vítimas e segurança à população. Esses resultados demonstram o empenho das nossas equipes em todas as regiões do Estado e reforçam a importância do trabalho pericial como instrumento de cidadania e confiança no sistema de Justiça”, ressaltou o diretor-geral.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos
“Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).
A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.
Inspiração e metodologia
O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.
O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.
Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.
A voz que não se cala
Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”
Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.
Sobre a capacitação
A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.
O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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