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Sérgio Ricardo inicia expedição de auditoria nas obras da BR-163 em Mato Grosso

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Sérgio Ricardo iniciou a expedição de auditoria nas obras da BR-163 nesta quarta-feira. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta quarta-feira (18), à expedição de auditoria nas obras da BR-163 no trecho sob responsabilidade do Governo do Estado. A ação marca o começo de uma fiscalização técnica in loco que irá percorrer diferentes segmentos da rodovia, uma das mais estratégicas para a integração logística, o agronegócio e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

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A primeira vistoria foi realizada entre os municípios de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Clique aqui para ampliar

A primeira vistoria foi realizada entre os municípios de Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, onde o presidente e a equipe técnica do TCE-MT acompanharam de perto o andamento das obras, observaram o intenso fluxo de veículos pesados e analisaram aspectos como drenagem, execução do canteiro central, qualidade dos serviços e segurança viária.

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A expedição de auditoria terá sequência com novas vistorias.

Segundo Sérgio Ricardo, a auditoria terá caráter amplo e contínuo, com retorno aos trechos já vistoriados para acompanhamento da evolução das intervenções. “Estamos iniciando uma auditoria completa em toda a obra da BR-163 em Mato Grosso. Vamos analisar custos por quilômetro, valores pagos, cronograma e, principalmente, a qualidade da execução. É papel do Tribunal de Contas fiscalizar cada centímetro de uma obra que é fundamental para o estado”, afirmou.

Na ocasião, o presidente também destacou a importância histórica e estratégica da rodovia. “A BR-163 foi aberta na década de 1970, durante o período do Governo Militar, e liga o Sul do país ao Pará. É um dos principais corredores de escoamento da produção mato-grossense, recebe investimentos expressivos e demanda acompanhamento rigoroso para garantir eficiência, economicidade e segurança aos usuários”, ressaltou.

Passagem por Diamantino e agenda institucional

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Sérgio Ricardo destacou que é papel do TCE fiscalizar cada centímetro dessa obra que é fundamental para o estado.

Durante a expedição, o presidente do TCE-MT também esteve em Diamantino, onde cumpriu agenda institucional com autoridades locais. O município se prepara para celebrar, em 2028, seus 300 anos de fundação, com um projeto de revitalização do centro histórico. A visita permitiu ao Tribunal conhecer iniciativas em andamento e dialogar sobre projetos estruturantes, como soluções regionais para a destinação de resíduos sólidos, incluindo a implantação de aterro sanitário consorciado.

O prefeito Chico Mendes destacou a importância da parceria institucional. “A disposição do TCE em ajudar a construir soluções regionais vai contribuir para a solução do problema dos lixões em todos os municípios do estado, essa cooperação entre gestores é fundamental para enfrentar desafios comuns da administração pública.”

Já o presidente da Câmara Municipal de Diamantino, Ranielli Lima, enfatizou a relevância da visita. “Para nós é uma grande satisfação receber o conselheiro Sérgio Ricardo em nosso município, realizando um trabalho ímpar à frente do Tribunal de Contas. É muito importante ver o presidente vindo in loco, conhecendo a realidade dos municípios e prestando contas do trabalho que vem sendo desenvolvido. Os diamantinenses e os mato-grossenses ficam muito satisfeitos com essa presença.”

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A vistoria marcou o início de uma auditoria completa em toda a obra da BR-163.

Para Sérgio Ricardo, a aproximação com os gestores municipais fortalece as políticas públicas e contribui para a prevenção de falhas na execução de obras e serviços. “O gestor que se dispõe a dialogar, trabalhar em conjunto e pensar soluções regionais demonstra compromisso com o interesse público. O Tribunal está à disposição para orientar e contribuir com iniciativas que beneficiem a população”, destacou.

Também presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT, Sérgio Ricardo tem atuado de forma contínua para superar a realidade dos lixões a céu aberto no estado, estimulando soluções estruturantes e definitivas.

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O presidente também destacou a importância histórica e estratégica da rodovia.

Por meio de orientações técnicas, fiscalizações e do diálogo permanente com prefeitos e gestores, tem incentivado a formação de consórcios intermunicipais como alternativa viável, econômica e ambientalmente correta para a destinação final dos resíduos sólidos, buscando não apenas o cumprimento da legislação, mas também a indução de políticas públicas sustentáveis, capazes de reduzir custos, ampliar a eficiência dos serviços e garantir mais qualidade de vida à população mato-grossense.

Auditoria seguirá por outros trechos

 A expedição de auditoria terá sequência nos próximos dias, com novas vistorias ao longo da BR-163, incluindo o retorno a trechos já visitados para verificação da conclusão das etapas em andamento. O objetivo é produzir um diagnóstico técnico detalhado, assegurando transparência, boa aplicação dos recursos públicos e a entrega de uma rodovia à altura da importância que ela representa para Mato Grosso.

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Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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