Mato Grosso
SES realiza oficina voltada à Rede de Atenção Materno-Infantil de Mato Grosso
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) está promovendo uma oficina com o objetivo de elaborar um plano de intervenção para qualificação e estruturação da Rede de Atenção Materno-Infantil de Mato Grosso. O evento começou nesta quinta-feira (25.9) e vai até esta sexta-feira (26.9)
Esta é a quinta oficina do projeto Fortalece SES, realizado em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e mediado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A iniciativa é fruto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
“Essa oficina representa um momento decisivo para consolidar as informações essenciais ao aprimoramento da gestão da Rede de Atenção Materno-Infantil. Essa etapa é importante para fortalecer as ações e garantir melhores resultados nesta área”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Participam do evento 24 técnicos de diferentes áreas setoriais da SES e uma representante do Hospital Oswaldo Cruz, Renata Coutinho, responsável pelo acompanhamento do projeto no Estado.
Segundo a assessora responsável pelo Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados da SES, Claudete de Souza, a oficina é fundamental para a elaboração de um plano de intervenção voltado à qualificação e estruturação da Rede Materno-Infantil no Estado.
“Para Mato Grosso, a Rede de Atenção Materno-Infantil foi escolhida como prioridade a ser monitorada, reforçando a centralidade deste tema. O produto final do projeto será um Plano de Intervenção, estruturado a partir dos pontos críticos identificados e voltados para a redução da mortalidade materno-infantil, bem como para a organização e o fortalecimento desta rede em todo o Estado”, declarou.
Claudete destacou ainda que essa análise possibilita que o tratamento correto possa ser direcionado para as regiões mais vulneráveis.
“A análise qualificada de indicadores, como mortalidade materna, neonatal, sífilis congênita e início precoce do pré-natal, possibilita identificar prioridades e direcionar recursos e apoio técnico para as regiões mais vulneráveis. Ao reforçar a estratificação de risco gestacional e a regulação, assegura-se que gestantes de alto risco sejam vinculadas precocemente a serviços especializados, reduzindo complicações e prevenindo óbitos de causas evitáveis”, concluiu.
Mais sobre o projeto
O objetivo do projeto Fortalece SES é fortalecer a gestão estadual do SUS, com foco no planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde, bem como na governança regional das Redes de Atenção à Saúde, em todos os Estados e no Distrito Federal.
O projeto conta com um grupo de trabalho que tem a missão de fomentar práticas críticas e reflexivas, induzindo ações concretas voltadas ao aprimoramento dos instrumentos de planejamento, monitoramento, avaliação e gestão do SUS em Mato Grosso.
*Sob a supervisão de Ana Lazarini
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT
Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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